Por que Fazemos o que Fazemos por Mário Sergio Cortella - Dica de Livro: Por que Fazemos o que Fazemos? por Mário Sergio Cortella

Dica de Livro: Por que Fazemos o que Fazemos? por Mário Sergio Cortella

 
Nome: Por que fazemos o que fazemos? Aflições vitais sobre trabalho, carreira e realização.
Autor: Mário Sérgio Cortella
Editora: Planeta
Resenha:

É um livro de leitura rápida, sem textos repetitivos. Cortella vai direto ao ponto em cada capitulo.
O que me chamou atenção foi o título: Por que fazemos o que fazemos? É uma pergunta existencial para uma resposta insondável, não pense que ao acabar de ler o livro terá respostas, mas encontrará direcionamentos para pensar sobre o que faz e o como faz.

No meu ponto de vista o livro é interessante para gestores, mas é importante lembrar que não é um livro didático; sendo assim, não encontrará grandes teorias e sim formas práticas e simples de comunicar informações sobre lideranças, motivação, hábitos e comportamentos de modo mais acessível.
Pode-se usar o livro como ferramenta na comunicação com colaboradores, gestores e superiores. Os títulos dos capítulos são bem sugestivos e instigadores, vou falar de alguns:

Cap. 01: A importância do Propósito
“Uma vida com proposito é aquela em que eu entenda as razões pelas quais faço o que faço e pelas quais claramente deixo de fazer o que não faço”.
Ou seja, precisamos ser conscientes daquilo que eu faço e daquilo que não faço também. Nós nos reconhecemos naquilo que fazemos e quando fazemos algo que não nos reconhecemos adoecemos. Uma coisa que ele não abordou mais é interessante é a questão da autoimagem distorcida, no qual o que você faz não é aquilo que acha que faz.

Cap. 03: Odeio segunda-feira
“É claro que a perspectiva de que eu posso aspirar àquilo que virá sempre aumenta o prazer da espera, não necessariamente o da realização”.
Nesse capitulo tem dica para gestores sobre inteligência operacional.

Cap. 04: Rotina não é monotonia
“A rotina garante maior eficiência e segurança naquilo que se faz”
Ele traça muito bem a diferença entre rotina e monotonia. Monotonia é o tedio a morte da motivação e da criatividade; já a rotina é padronização das ações tornando-a mais segura e eficiente.

Cap. 07: A origem da motivação
“Quem está motivado leva em consideração o ponto de partida e não de chegada”.
Muito bom a leitura deste capitulo para os gestores, ele diferencia a motivação do estimulo; e aponta a necessidade da motivação de chegar-se a resultados concretos.

Cap. 08: O que mais desmotiva
“A desmotivação vem á tona quando eu perco potência para fazer algo que passo a julgar que não vale a pena”
Ele cita as fontes principais de desmotivação e alguns exemplos de como motivar a equipe. Eu utilizei esse capitulo para uma das minhas consultorias, fiz um texto baseado no capitulo.

Cap. 12: Por que fazer? E por que não fazer?
“Não quero me perder ao ser um profissional que transige valores”
Neste capitulo ele aborda a questão de fazer as coisas de acordo com seus valores pessoais, trabalhar em compasso entre a pratica e o discurso. Ele afirma que é necessário a empresa ter praticas éticas para manter o engajamento dos colaboradores nas atividades.

Cap. 14: Futuros e pretéritos
“Procrastinação é um indicador de que a pessoa tem medo de realizar aquilo que deseja”
Esse capitulo é ótimo ele fala sobre procrastinação, o que pode ser mal terrível na vida. Um desejo não realizado, uma ação platônica. “Não faz sentido ficar somente na espera”.

Cap. 17: Desenvolvimento gera envolvimento
Aqui ele desenvolve sobre a questão de retenção de talentos, no qual é importante as empresas oferecerem aos seus colaboradores perspectivas de aprimorar suas habilidades e não somente o salário.


Tamires da Silva Mascarenhas Pinho 

Psicóloga
CRP-16/3601
Psicologas Brasileiras 750x375 - História das Psicologas Brasileiras

História das Psicologas Brasileiras

Não é de hoje que vemos as mulheres se destacando profissionalmente em inúmeras áreas de atuação. E por muitas vezes, pioneiras na história internacional e nacional. De extrema e notória importância na atuação dos campos profissionais da nossa atualidade.

As mulheres estão presentes em vários campos multiprofissionais de atuação em nosso país. Encontramos-nos, principalmente, com maestria, nos meios de atuação da saúde mental, a Psicologia. Seja de forma á desenvolvê-la através de pesquisas, ministrando aulas, atuando no campo da Psicologia clínica, ou mesmo, em inúmeras outras formas de atuação neste vasto campo profissional.

Podemos ver internacionalmente mulheres que compõe a história da fundamentação e raízes inicias da Psicologia: Dorothea Dix (1802 – 1887); Christine Ladd Franklin (1847 – 1930); Emma Sophia Baker (1853 – 1943); Mary Whilton Calkins (1863 – 1930); Leta Hollingworth (1886 – 1939); Anna Berlines (1888 – 1977); Margareth Floy Washburn (1871 – 1939); Ana Freud (1895 – 1982); Inez Beverly Prosser (1895 – 1934); Eleanor Gibson (1910 – 2002) e Mamie Phipps Clark (1917 – 1983)

No Brasil a psicologia teve dois caminhos de entrada: no início do século XX pelos cursos de formação de professores e de pedagogia; alguns anos mais tarde pela “psicologia industrial”, como a maior industrialização dos centros urbanos. Os primeiros cursos de formação específica em psicologia datam da década de 1.950.

Em âmbito nacional, o Brasil e a psicologia receberam grandes contribuições para sua fundamentação local, atuantes com grande importância e reconhecimento, vejamos alguns grandes nomes:

Nise da Silveira (1905 – 1999): Psiquiatra, ela revolucionou a era dos Manicômios no pais, implantou Terapia Ocupacional como forma de tratamento; usou a arte para tratar de problemas graves da saúde mental; introduziu o contato com animais domésticos como tratamento para psicóticos; questionou os manicômios e os revolucionou; teve reconhecimento de Jung e após uma temporada na Suiça, convidada por ele, voltou para o Brasil e em 1958 ela criou o Grupo de Estudos C. G. Jung no Rio de Janeiro. Criou o museu do inconsciente, com as obras de arte dos seus pacientes.

Annita de Castilho e Marcondes Cabral (1911 – 1991): Graduada em Filosofia e Ciências Sociais; criadora da Associação Brasileira de Psicólogos – ABP (1954) e considerada a pioneira da criação e implantação do curso de Psicologia no país (1958)

Madre Cristina Sodré Doria (1916 – 1997): Graduada em Filosofia e Pedagogia; foi uma grande ativista social, sendo perseguida na Ditadura Militar. Implantou projetos sociais. Fundou o Instituto Sedes Sapientiae, que oferece cursos de especialização nas áreas de pedagogia, psicologia e filosofia, mas é principalmente uma instituição aberta para a discussão dos temas ligados à desigualdade social, com a participação ativa de movimentos como os que congregam os sem-terra e os defensores das causas indígenas.

Carolina Martuscelli Bori (1824 – 2004): Pedagoga; divulgou a Psicologia como ciência e fez parte da comissão organizadora de regulamentação da profissão.

Silvia Lane (1933 – 2006): Graduada em Filosofia, pioneira da Psicologia Social, ajudou fundamentar o curso de pós graduação na área (PUC); participou da fundação da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO) e da Associaçao Latino-americana de Psicologia Social (ALAPSO); possui um vasto conteúdo publicado nacional e internacionalmente.

Outras pioneiras, de grande importância e reconhecimento; com uma vasta atuação nacional em conselhos; associações; regulamentações da profissão; pesquisa e desenvolvimento: Anita Barreto; Helena Antipoff; Noemi Rudolpher da Silveira; Anniela Ginsberg; Mira Y Lopez; Myrian Valtrude Patittuci Neto; Elisa Dias Velloso e Therezinha Lins de Albuquerque; Tânia Maria Guimarães e Souza Monteiro; Virgínia Leone Bicudo; Odette Lourenção Van Kolck; Rosaura Moreira Xavier; Fany Malin Tchaicovski; Geraldina Porto Witter; Maria do Carmo Vieira; Mathilde Neder e Thereza Pontual de Lemos Mettel.

Contudo, após tantas referências citadas, onde encontramos tanto empenho e dedicação para a Psicologia; encontramos no cenário atual, segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP – 2012), mulheres constituindo 90% da categoria, ou seja, 09 a cada 10 profissionais da área são mulheres; onde atuamos principalmente, com 45%, na área de saúde; 12%, na área organizacional e o mesmo percentil para a área Educacional; Assistência social, 10%; Trânsito e Jurídica, 4% para cada categoria; na Clínica e em Projetos Sociais, somos a composição de 3%, para cada área; Direitos humanos, 2%; Comunicação social, Formação, e questões de gênero, com 1% para cada categoria.

Sabemos que em muitas profissões, como na Psicologia, a mulher esteve presente. Com um papel indispensável, seja no passado, presente ou futuro; escrevendo e atuando na extensa composição histórica, mas isso não se restringe apenas às profissões. Somos importantes e indispensáveis para todas as ocasiões que regem vida, seja em: família, na sociedade e nas relações intra e interpessoais; estamos presentes na composição mercadológica e financeira; econômica e cultural do Brasil e do mundo.

Referências

Lhullier, Louise A.; Roslindo, Jéssica J.; Moreira, Raul A. L. C. Uma Profissão de muitas e diferentes mulheres. 2012. Disponível em: <www.site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2013/03/Uma-profissao-de-muitas-e-diferentes-mulheres-resultado-preliminar-da-pesquisa-2012.pdf>. Acessado em 05/03/2018.

Castro, Ana Elisa; Yamamoto, Oswaldo H. A Psicologia como profissão feminina. 1998. Disponível em: <scielo.br/pdf/epsic/v3n1/a11v03n1.pdf>. Acessado em 05/03/2018

Soares, Antonio. A Psicologia no Brasil. 2010. Disponível em: <www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932010000500002>. Acessado em 05/03/2018

Campos, Regina Helena de Freitas. História da Psicologia. 2008. Disponível em: <www.books.scielo.org/id/c2248/pdf/freitas-9788599662830.pdf>, Acessado em 05/03/2018

 


Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.