profissional 750x375 - A Psicologia e seu campo de atuação profissional

A Psicologia e seu campo de atuação profissional

A psicologia possui vários campos de atuação, e hoje elucidaremos sobre esse assunto, à medida que compreenderemos sobre cada área em que um psicólogo poderá atuar, podemos nos identificar com cada campo de atuação, pois temos inúmeras opções. Convido a todos para mergulhar conosco nesse vasto universo.

Podemos trabalhar nas diversas áreas de atuação existentes da psicologia. Contudo, cada área de atuação do psicólogo possui sua especificidade, de acordo com o local, ou seja, existe uma descrição de atividades específica para o profissional que trabalha em uma escola, ou em uma empresa, ou no consultório clínico, ou na assistência social, etc. Faz-se necessário ressaltar que a Formação de Psicólogo nas Entidades de Ensino Superior garante a atuação em qualquer área da psicologia.

O psicólogo desempenha suas funções e tarefas profissionais individualmente e em equipes multiprofissionais, em instituições privadas ou públicas, em organizações sociais formais ou informais, atuando em: hospitais, ambulatórios, centros e postos de saúde, consultórios, creches, escolas, associações comunitárias, empresas, sindicatos, fundações, varas da criança e do adolescente, varas de família, sistema penitenciário e associações profissionais. Vamos checar a seguir algumas funções desempenhadas para cada área:

Psicologia Educacional: Atua no âmbito da educação formal realizando pesquisas, diagnóstico e intervenção preventiva ou corretiva em grupo e individualmente. Envolve, em sua análise e intervenção, todos os segmentos do sistema educacional que participam do processo de ensino- aprendizagem. Nessa tarefa, considera as características do corpo docente, do currículo, das normas da instituição, do material didático, do corpo discente e demais elementos do sistema. No âmbito administrativo, contribui na análise e intervenção no clima educacional; etc.

Psicologia Organizacional: Atua em atividades relacionadas a análise e desenvolvimento organizacional, ação humana nas organizações, desenvolvimento de equipes, consultoria organizacional, seleção, acompanhamento e desenvolvimento de pessoal, estudo e planejamento de condições de trabalho, estudo e intervenção dirigidos à saúde do trabalhador; etc.

Psicologia de Trânsito: Colabora na elaboração e implantação de ações de engenharia e operação de tráfego; desenvolve ações socioeducativas; realiza avaliação psicológica em condutores e candidatos à carteira de habilitação; participa de equipes multiprofissionais no planejamento e realização das políticas de segurança para o trânsito; analisa os acidentes de trânsito, considerando os diferentes fatores envolvidos para sugerir formas de evitar e/ou atenuar as suas incidências; elabora laudos, pareceres psicológicos, relatórios técnicos e científicos; etc.

Psicologia Jurídica: Atua no âmbito da Justiça, colaborando no planejamento e execução de políticas de cidadania, direitos humanos e prevenção da violência, centrando sua atuação na orientação do dado psicológico repassado não só para os juristas como também aos indivíduos que carecem de tal intervenção, para possibilitar a avaliação das características de personalidade e fornecer subsídios ao processo judicial, além de contribuir para a formulação, revisão e interpretação das leis, etc.

Psicologia do Esporte: A atuação do psicólogo do esporte está voltada tanto para o esporte de alto rendimento, ajudando atletas, técnicos e comissões técnicas a fazerem uso de princípios psicológicos para alcançar um nível ótimo de saúde mental, maximizar rendimento e otimizar a performance; etc.

Psicologia Clínica: Atua na área específica da saúde, em diferentes contextos e linhas de atuações; através de intervenções que visam reduzir o sofrimento do homem, levando em conta a complexidade do humano e sua subjetividade; etc.

Psicologia Hospitalar: Atua em instituições de saúde, participando da prestação de serviços de nível secundário ou terciário da atenção à saúde. Atua também em instituições de ensino superior e/ou centros de estudo e de pesquisa, visando o aperfeiçoamento ou a especialização de profissionais em sua área de competência; etc.

Psicopedagogia: Atua na investigação e intervenção nos processos de aprendizagem de habilidades e conteúdos acadêmicos. Busca a compreensão dos processos cognitivos, emocionais e motivacionais, integrados e contextualizados na dimensão social e cultural onde ocorrem. Trabalha para articular o significado dos conteúdos veiculados no processo de ensino, com o sujeito que aprende na sua singularidade e na sua inserção no mundo cultural e social concreto; etc.

Psicomotricidade: Atua nas áreas de Educação, Reeducação e Terapia Psicomotora, utilizando-se de recursos para o desenvolvimento, prevenção e reabilitação do ser humano. Participa de planejamento, elaboração, programação, implementação, direção, coordenação, análise, organização, supervisão, avaliação de atividades clínicas e parecer psicomotor em clínicas de reabilitação, nos serviços de assistência escolar, escolas especiais, hospitais associações e cooperativas; presta auditoria, consultoria, assessoria; dá assistência e tratamento especializado, visando a preparação para atividades esportivas, escolares e clínicas; etc.

Psicologia Social: Atua fundamentado na compreensão da dimensão subjetiva dos fenômenos sociais e coletivos, sob diferentes enfoques teóricos e metodológicos, com o objetivo de problematizar e propor ações no âmbito social. O psicólogo, nesse campo, desenvolve atividades em diferentes espaços institucionais e comunitários, no âmbito da Saúde, Educação, trabalho, lazer, meio ambiente, comunicação social, justiça, segurança e assistência social; etc.

Neuropsicológia: Atua no diagnóstico, no acompanhamento, no tratamento e na pesquisa da cognição, das emoções, da personalidade e do comportamento sob o enfoque da relação entre estes aspectos e o funcionamento cerebral. Utiliza-se para isso de conhecimentos teóricos angariados pelas neurociências e pela prática clínica, com metodologia estabelecida experimental ou clinicamente; etc.

Vemos que são inúmeras áreas que podemos nos identificar e aplicarmos nosso conhecimento teórico e técnico, com o objetivo de identificar e intervir nos fatores determinantes das ações e dos sujeitos, em sua história pessoal, familiar e social, vinculando-as também a condições políticas, históricas e culturais. Atuar no âmbito da educação, saúde, lazer, trabalho, segurança, justiça, comunidades e comunicação. Com o objetivo de promover, o respeito à dignidade e integridade do ser humano, promovendo uma maior qualidade de vida aos que procuram pelos nossos serviços.

 

REFERÊNCIAS

Resolução nº 13/2007. Institui a Consolidação das Resoluções relativas ao Título Profissional de Especialista em Psicologia e dispõe sobre normas e procedimentos para seu registro. 2007. Acessado no dia: 08/06/2018. Disponível em: <crp09.org.br/portal/orientacao-e-fiscalizacao/orientacao-por-temas/areas-de-atuacao-do-a-psicologo-a>

Atuação psicológica. Carvalho, Ana Maria. Brasília, DF. 1984. Acessado no dia: 08/06/2018. Disponível em: <scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931989000100003>

Atribuições Profissionais do Psicólogo no Brasil Contribuição do CFP ao Ministério do Trabalho. 1992. Acessado no dia: 08/06/2018. Disponível em: <https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2008/08/atr_prof_psicologo.pdf>

 

 


Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.

 

A busca pelo conhecimento é um grande passo para quebrar tabus e preconceitos 750x375 - Entenda o Transtorno do Espectro Autista

Entenda o Transtorno do Espectro Autista

Há um crescente interesse e necessidade em compreender os transtornos que nos cercam, e hoje iremos abordar um deles: O Transtorno Espectro Autista. É imprescindível que tenhamos intimidade com as diretrizes que abordam a temática, para contribuirmos com a educação direta ou indireta de nossas crianças, como família ou sociedade, pois todos somos componentes desse universo social, que atua de forma vívida no cotidiano das nossas crianças. Neste artigo, pretendemos de forma geral e imparcial; esclarecer o que á o TEA, bem como seu diagnóstico e as formas de intervenções existentes.

O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do desenvolvimento neurológico, caracterizado pelo comprometimento das habilidades sóciais, de comunicação e comportamentais; nos quais podem aparecer de formas e intensidades variadas. Pode surgir antes, durante ou logo após o nascimento; as diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento. Pode ser associado com deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e atenção; podendo ocorrer problemas de saúde física, como distúrbios do sono e gastrointestinais; e podem apresentar síndrome de déficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia.

Na adolescência podem desenvolver ansiedade e depressão. Algumas pessoas podem ter dificuldades de aprendizagem em diversos estágios da vida, desde estudar na escola, até aprender atividades da vida diária. Algumas poderão levar uma vida relativamente “normal”, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo de toda a vida.

Possuem formas de sensibilidade sensoriais mais aguçadas. Podem não sentir dor ou temperaturas extremas. Agitar as mãos para criar sensação, ajudar com o balanço e postura; para lidar com o stress ou ainda, para demonstrar alegria. Sensibilidade sensorial pode dificultar o conhecimento adequado de seu próprio corpo. Consciência corporal é a forma como o corpo se comunica. Um bom desenvolvimento do esquema corporal pressupõe uma boa evolução da motricidade, das percepções espaciais e temporais, e da afetividade.

Destacam-se em habilidades visuais, música, arte e matemática. Aproximadamente 65% têm algum nível de deficiência intelectual. Os indivíduos com autismo leve, apresentam faixa normal de inteligência. E cerca de 10% têm excelentes habilidades intelectuais para a sua idade.

A partir do último Manual de Saúde Mental, o Autismo e todos os distúrbios, incluindo o transtorno autista, transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não-especificado e Síndrome de Asperger, fundiram-se em um único diagnóstico: Transtornos do Espectro Autista – TEA. No Qual, afeta 1% da população, sendo a maioria homens. Acredita-se que fatores ambientais, como infecções ou uso de determinados medicamentos durante a gestação, tenham papel em seu desenvolvimento, estima-se que seja hereditário em cerca de 50% a 90% dos casos.

O diagnóstico durante os anos pré-escolares é muito raro, isso se deve à falta de conhecimento sobre o desenvolvimento normal de uma criança, em particular, na área da comunicação não-verbal. As preocupações dos pais e dos profissionais recaem mais no atraso da fala da criança do que no comportamento. Atrasos no diagnóstico atrapalham o desenvolvimento de estratégias de comunicação efetivas, em um estágio precoce auxiliam a prevenir o comportamento diruptivo.

As crianças já começam a demonstrar sinais nos primeiros meses de vida: elas não mantêm contato visual efetivo e não olham quando você chama. A partir dos 12 meses, elas também não apontam com o dedinho. No primeiro ano de vida, demonstram mais interesse nos objetos do que nas pessoas.

O diagnóstico do autismo é clínico, feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. Os sintomas costumam estar presentes antes dos 3 anos de idade, sendo possível fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de idade. O diagnóstico preciso não é uma tarefa fácil, pode haver problemas para distinguir crianças autistas de não-verbais com déficits de aprendizado ou prejuízo da linguagem. No entanto, aos 3 anos, as crianças tendem a preencher os critérios. Atualmente, existem vários instrumentos que podem ser utilizados em crianças em diferentes estágios da vida, tais como: Checklist for Autism in Toddlers (CHAT); Pervasive Developmental Disorders Screening Test (PDDST); Screening Tool for Autism in two year old, Checklist for Autism in Toddlers-23 (CHAT-23) e Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT).

O TEA possui 3 níveis diferentes de intensidade:

Nível 1 – Exige acompanhamento: Dificuldade para iniciar interações sociais, podem aparentar pouco interesse. Dificuldade em trocar de atividade. Problemas para organização e planejamento são obstáculos à independência.

Nível 2 – Exige acompanhamento moderado: Déficits graves nas habilidades de comunicação social verbal e não verbal. Inflexibilidade do comportamento, dificuldade de lidar coma mudança, comportamentos restritos/repetitivos aparecem com frequência. Sofrimento/dificuldade para mudar o foco ou as ações

Nível 3 – Exige acompanhamento intenso: Déficits graves nas habilidades de comunicação social verbal e não verbal causam prejuízos graves de funcionamento, limitação em iniciar interações sociais e resposta mínima a aberturas sociais que partem de outros. Inflexibilidade de comportamento, extrema dificuldade em lidar com a mudança ou outros comportamentos restritos/repetitivos interferem acentuadamente no funcionamento em todas as esferas. Grande sofrimento/dificuldade para mudar o foco ou as ações.

Sobre os tratamentos farmacológicos, encontra-se em alta a 10 anos no mercado, os antipsicóticos atípicos (AAPs) são um grupo de fármacos originalmente desenvolvidos para tratar psicose. Os medicamentos nesse grupo incluem a clozapina, a risperidona, a olanzapina, a quetiapina, a ziprazidona e o aripiprazol. Os sintomas-alvo incluem agressão, automutilação, destruição de propriedade ou crise de ira. Oferecem vantagens particulares, possuem menor risco de induzir efeitos colaterais neurológicos de curto prazo, como Parkinsonismo, e talvez discinesia tardia no longo prazo. Além disso melhoram os sintomas “negativos” da esquizofrenia.

Na intervenção multidisciplinar, o planejamento do tratamento deve ser estruturado de acordo com as etapas de vida do paciente. Com crianças, a prioridade deveria ser terapia da fala, interação social/linguagem, educação especial e suporte familiar. Com adolescentes, os alvos seriam os grupos de habilidades sociais, terapia ocupacional e sexualidade. Com adultos, questões como moradia e tutela, e que, infelizmente, além de quase inexistentes, não possuem estrutura ou quantidade adequada para a demanda, gerando preocupação nos familiares, sociedade e membros da área da saúde.

Há uma variedade de serviços disponíveis, desde aqueles com abordagens individuais, até aqueles compostos por clínicas multidisciplinares. A eficácia do tratamento depende da experiência e conhecimento dos profissionais; e da habilidade de trabalhar em equipe e com a família.

Existe quatro alvos básicos de qualquer tratamento: 1) estimular o desenvolvimento social e comunicativo; 2) aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas; 3) diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às oportunidades de experiências do cotidiano; e 4) ajudar as famílias a lidarem com o autismo.

Crianças com grande déficit em sua habilidade de comunicação verbal podem requerer alguma forma de comunicação alternativa. A escolha apropriada do sistema depende das habilidades da criança e do grau de comprometimento. Sistemas de sinais e figuras que estimulam habilidades cognitivas, linguísticas ou de memória. Em geral, o foco está em ativar encorajar a interação.

A respeito da necessidade da frequência do aluno em escola especial ou não, ainda deve ser tratada de forma individual, focando nas necessidades e potencialidades da criança. Alguns estudos sugerem que, com educação apropriada, as crianças são mais capazes de utilizar as habilidades intelectuais que possuem. Há evidência de que prover educação formal de forma precoce, a partir dos 2 aos 4 anos, aliada à integração de todos os profissionais envolvidos, é a abordagem terapêutica mais efetiva.

A respeito dos comportamentos desafiadores (comportamentos agressivos, autodestrutivos), alguns estudos demonstraram que possuem funções comunicativas sociais importantes, que são: indicar a necessidade de auxílio ou atenção; escapar de situações ou atividades que causam sofrimento; obter objetos desejados; protestar contra eventos/atividades não-desejados; obter estimulação.

Há abordagens que podem auxiliar a reduzir esses comportamentos ensinando a criança a utilizar meios alternativos de comunicação. É importante que a modificação seja feita gradualmente, sendo a redução da ansiedade e do sofrimento o objetivo principal.

Parece que o treinamento de habilidades sociais é mais eficaz quando realizado em uma situação específica, pois cada situação exige uma resposta social diferente. O resultado das intervenções em grupos de habilidades sociais tende a ter efeito mais limitado, devido às dificuldades da criança em generalizar as habilidades adquiridas.

Há evidência de que o autismo impacta na família, e a sobrecarga está afetando principalmente as mães. Elas estão apresentando estresse maior do que os pais, bem como, depressão, insônia e ansiedade. O fornecimento de suporte aos pais é crucial, pois as doenças parentais podem afetar a criança. Essas doenças podem estar relacionadas à incerteza do diagnóstico, tratamento e prognóstico; transições evolutivas; dificuldades prévias; maiores jornadas de trabalho; e ambiguidade intrafamiliar e social.

Os profissionais que trabalham com as famílias podem auxiliá-las a avaliar os fatores emocionais e os recursos para solucionar problemas. As famílias podem ser ajudadas a serem mais resilientes, variam quanto ao tipo de suporte e informação de que necessitam. É importante reconhecerem a frustração, a raiva e a ambivalência de seus sentimentos como um processo normal; ensinar técnicas de manejo com a criança e prover informações; e principalmente aconselhar os pais sobre as vantagens e desvantagens relativas a diferentes tratamentos.

Concluímos que a partir do direcionamento correto, com o aparato e suporte de profissionais podemos atuar para tornar nosso espaço comum em um lugar feliz e inclusivo; começado pela compreensão, compaixão e paciência, e que seja recíproco. A busca pelo conhecimento é um grande passo para quebrar tabus e preconceitos, nos quais se sustentam pela desinformação. A escolha do tratamento adequado é uma escolha intima de cada família, de acordo no que acreditam e as informações que buscam, é sempre importante ouvir mais de uma opinião. Sabemos que, se tratando do poder público, poderá haver lacunas a serem preenchidas, e poderá faltar esclarecimento para as famílias em risco social e tratamento suficiente para os pacientes.

 

Referências

Autor desconhecido. O que é Autismo ou Transtorno do Espectro Autista. 2010. Disponível em: <autismo.institutopensi.org.br/informe-se/sobre-o-autismo/o-que-e-autismo/>

Oliveira G. K. e Setié L. A. Transtornos do espectro autista: um guia atualizado para aconselhamento genético. 2017. Disponível em: <scielo.br/pdf/eins/v15n2/pt_1679-4508-eins-15-02-0233.pdf>

N. Roumen, J. Jacob e S. Lawrence. Revista Brasileira de Psiquiatria. Autismo: tratamentos psicofarmacológicos e áreas de interesse para desenvolvimentos futuros. 2006. Disponível em: <scielo.br/pdf/rbp/v28s1/a06v28s1.pdf>

B. A. Cleonice. Revista Brasileira de Psiquiatria. Autismo: intervenções psicoeducacionais. 2006. Disponível em: <scielo.br/pdf/rbp/v28s1/a07v28s1.pdf> Autor Desconhecido. Diagnóstico do Autismo. 2010. Disponível em: <autismo.institutopensi.org.br/informe-se/sobre-o-autismo/diagnosticos-do-autismo>

N. C. I. Maria. Revista técnica Aristides Volpato Cordiolo, 5ª edição, Porto Alegre, RS. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM 5. 2014. Disponível em: <ama.org.br/site/diagnostico.html>

 

 


Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.

 

 

Psicologas Brasileiras 750x375 - História das Psicologas Brasileiras

História das Psicologas Brasileiras

Não é de hoje que vemos as mulheres se destacando profissionalmente em inúmeras áreas de atuação. E por muitas vezes, pioneiras na história internacional e nacional. De extrema e notória importância na atuação dos campos profissionais da nossa atualidade.

As mulheres estão presentes em vários campos multiprofissionais de atuação em nosso país. Encontramos-nos, principalmente, com maestria, nos meios de atuação da saúde mental, a Psicologia. Seja de forma á desenvolvê-la através de pesquisas, ministrando aulas, atuando no campo da Psicologia clínica, ou mesmo, em inúmeras outras formas de atuação neste vasto campo profissional.

Podemos ver internacionalmente mulheres que compõe a história da fundamentação e raízes inicias da Psicologia: Dorothea Dix (1802 – 1887); Christine Ladd Franklin (1847 – 1930); Emma Sophia Baker (1853 – 1943); Mary Whilton Calkins (1863 – 1930); Leta Hollingworth (1886 – 1939); Anna Berlines (1888 – 1977); Margareth Floy Washburn (1871 – 1939); Ana Freud (1895 – 1982); Inez Beverly Prosser (1895 – 1934); Eleanor Gibson (1910 – 2002) e Mamie Phipps Clark (1917 – 1983)

No Brasil a psicologia teve dois caminhos de entrada: no início do século XX pelos cursos de formação de professores e de pedagogia; alguns anos mais tarde pela “psicologia industrial”, como a maior industrialização dos centros urbanos. Os primeiros cursos de formação específica em psicologia datam da década de 1.950.

Em âmbito nacional, o Brasil e a psicologia receberam grandes contribuições para sua fundamentação local, atuantes com grande importância e reconhecimento, vejamos alguns grandes nomes:

Nise da Silveira (1905 – 1999): Psiquiatra, ela revolucionou a era dos Manicômios no pais, implantou Terapia Ocupacional como forma de tratamento; usou a arte para tratar de problemas graves da saúde mental; introduziu o contato com animais domésticos como tratamento para psicóticos; questionou os manicômios e os revolucionou; teve reconhecimento de Jung e após uma temporada na Suiça, convidada por ele, voltou para o Brasil e em 1958 ela criou o Grupo de Estudos C. G. Jung no Rio de Janeiro. Criou o museu do inconsciente, com as obras de arte dos seus pacientes.

Annita de Castilho e Marcondes Cabral (1911 – 1991): Graduada em Filosofia e Ciências Sociais; criadora da Associação Brasileira de Psicólogos – ABP (1954) e considerada a pioneira da criação e implantação do curso de Psicologia no país (1958)

Madre Cristina Sodré Doria (1916 – 1997): Graduada em Filosofia e Pedagogia; foi uma grande ativista social, sendo perseguida na Ditadura Militar. Implantou projetos sociais. Fundou o Instituto Sedes Sapientiae, que oferece cursos de especialização nas áreas de pedagogia, psicologia e filosofia, mas é principalmente uma instituição aberta para a discussão dos temas ligados à desigualdade social, com a participação ativa de movimentos como os que congregam os sem-terra e os defensores das causas indígenas.

Carolina Martuscelli Bori (1824 – 2004): Pedagoga; divulgou a Psicologia como ciência e fez parte da comissão organizadora de regulamentação da profissão.

Silvia Lane (1933 – 2006): Graduada em Filosofia, pioneira da Psicologia Social, ajudou fundamentar o curso de pós graduação na área (PUC); participou da fundação da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO) e da Associaçao Latino-americana de Psicologia Social (ALAPSO); possui um vasto conteúdo publicado nacional e internacionalmente.

Outras pioneiras, de grande importância e reconhecimento; com uma vasta atuação nacional em conselhos; associações; regulamentações da profissão; pesquisa e desenvolvimento: Anita Barreto; Helena Antipoff; Noemi Rudolpher da Silveira; Anniela Ginsberg; Mira Y Lopez; Myrian Valtrude Patittuci Neto; Elisa Dias Velloso e Therezinha Lins de Albuquerque; Tânia Maria Guimarães e Souza Monteiro; Virgínia Leone Bicudo; Odette Lourenção Van Kolck; Rosaura Moreira Xavier; Fany Malin Tchaicovski; Geraldina Porto Witter; Maria do Carmo Vieira; Mathilde Neder e Thereza Pontual de Lemos Mettel.

Contudo, após tantas referências citadas, onde encontramos tanto empenho e dedicação para a Psicologia; encontramos no cenário atual, segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP – 2012), mulheres constituindo 90% da categoria, ou seja, 09 a cada 10 profissionais da área são mulheres; onde atuamos principalmente, com 45%, na área de saúde; 12%, na área organizacional e o mesmo percentil para a área Educacional; Assistência social, 10%; Trânsito e Jurídica, 4% para cada categoria; na Clínica e em Projetos Sociais, somos a composição de 3%, para cada área; Direitos humanos, 2%; Comunicação social, Formação, e questões de gênero, com 1% para cada categoria.

Sabemos que em muitas profissões, como na Psicologia, a mulher esteve presente. Com um papel indispensável, seja no passado, presente ou futuro; escrevendo e atuando na extensa composição histórica, mas isso não se restringe apenas às profissões. Somos importantes e indispensáveis para todas as ocasiões que regem vida, seja em: família, na sociedade e nas relações intra e interpessoais; estamos presentes na composição mercadológica e financeira; econômica e cultural do Brasil e do mundo.

Referências

Lhullier, Louise A.; Roslindo, Jéssica J.; Moreira, Raul A. L. C. Uma Profissão de muitas e diferentes mulheres. 2012. Disponível em: <www.site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2013/03/Uma-profissao-de-muitas-e-diferentes-mulheres-resultado-preliminar-da-pesquisa-2012.pdf>. Acessado em 05/03/2018.

Castro, Ana Elisa; Yamamoto, Oswaldo H. A Psicologia como profissão feminina. 1998. Disponível em: <scielo.br/pdf/epsic/v3n1/a11v03n1.pdf>. Acessado em 05/03/2018

Soares, Antonio. A Psicologia no Brasil. 2010. Disponível em: <www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932010000500002>. Acessado em 05/03/2018

Campos, Regina Helena de Freitas. História da Psicologia. 2008. Disponível em: <www.books.scielo.org/id/c2248/pdf/freitas-9788599662830.pdf>, Acessado em 05/03/2018

 


Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.

 

Falando sobre Suicídio

SONY DSC

Photo by unknown author. Available through CC0 License via Pexels.

“As pessoas que ameaçam se matar não farão isso, querem apenas chamar a atenção”.

Quem nunca ouviu essa frase? O suicídio além de ser um tabu ainda carrega contornos de preconceito e conceitos pejorativos. Um fato recente no Espírito Santo acontecido dia 25 de julho de 2017 exemplifica claramente tal fato; a terceira ponte (uma das pontes principais do Estado) ficou paralisada por um tempo devido uma tentativa de suicídio o jornal Gazeta Online (1) relatou falas dos motoristas que estavam no congestionamento:

“Libera uma das faixas, não tenho nada a ver com esse cara”, gritou um dos motoristas parados.

Falta de conhecimento sobre o assunto, medo e silencio cria-se tabu e mitos envolta da temática. Será que realmente não temos nada a ver com aquele cara?

A BBC Brasil (2) revelou dados alarmantes obtidos pelo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde:

“Em 1980, a taxa de suicídios na faixa etária de 15 a 29 anos era de 4,4 por 100 mil habitantes; chegou a 4,1 em 1990 e a 4,5 em 2000. Assim, entre 1980 a 2014, houve um crescimento de 27,2%”

Com o crescimento expressivo do suicídio é importante que estejamos alerta sobre fatores de risco e sinais de alerta. As pessoas que possuem idéias suicidas deixam sinais que podem ser imperceptíveis aos olhos de um cotidiano atarefado. Portanto, conhecer os fatores de risco auxilia na prevenção e intervenção, assim pode-se citar 5 fatores principais (3):

a) Doenças mentais: Transtorno de humor; Transtornos mentais relacionados ao uso e abuso álcool, drogas e outras substâncias; Transtornos de personalidade e ansieade; Esquizofrenia;

b) Suicidabilidade: Ter tentado suicídio, ter familiares que tentaram ou se suicidaram;

c) Aspectos sociais: Gênero masculino; Idade entre 15 e 30 anos e acima de 65 anos; Sem filhos; Moradores de áreas urbanas; Isolamento social; Solteiros, separados ou viúvos;

d) Aspectos psicológicos: Perdas recentes; Baixa resiliência; Personalidade impulsiva; agressividade; humor instável; desesperança, desespero e desamparo.

e) Condições clínicas incapacitantes: Doenças orgânicas incapacitantes; Dor crônica; Doenças neurológicas; Trauma medular; Tumores malignos; AIDS.

Os sinais de alerta podem transparecer aos olhos menos atentos como querer chamar a atenção ou carência. Estes não possuem definições tão delimitadas como os fatores de risco, porém são perceptíveis, como por exemplo numa conversa a pessoa pode dizer frases de alerta como (3) (4):

Eu preferia estar morto”.

Eu não posso fazer nada”.

Eu não agüento mais”.

Eu sou um perdedor e um peso pros outros”.

Os outros vão ser mais felizes sem mim”.

vontade de sumir/desaparecer do mundo”

dormir para sempre”

dormir e não mais acordar”

não devia ter nascido”

seria melhor se eu estivesse morto”

não quero mais viver”

quero dar um fim a tudo isso”

“eu sou um fardo para os outros”

Mas tudo tem que ser analisado em contexto, se a pessoa falou algumas dessas frases ou similar não quer dizer que ela vai cometer suicídio. É importante levar em consideração um conjunto de ações e históricos, para que não ocorra generalização do comportamento suicida. Há uma diferença entre os ideação suicida e a tentativas suicidas, o primeiro é representação mental sobre suicídio; são por exemplos planos, desejos de cometer suicídio, mas não se realiza o ato em si. É percebida como um comportamento que antecede o ato em si. Já a último é o ato de autolesão com intenção de morte, pode ou não resultar em morte.

Existem alguns mecanismo de proteção e site que podem te ajudar a romper o preconceito e a desmitificar os mitos sobre a temática:

Centro de Valorização da Vida (CVV)

Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio (REBRAPS)

http://www.comportese.com

Projeto de Apoio à Vida (PRAVIDA)

Centro de Amor à Vida (CAVIDA)

World Health Organization (WHO)

Suicide rates – Atlas – World Health Organization (WHO)

International Association for Suicide Prevention (IASP)

American Association of Suicidology (AAS)

American Foundation for Suicide Prevention (AFSP)

Referencia Bibliográfica:

(1) http://www.gazetaonline.com.br/opiniao/artigos/2017/07/sabe-a-empatia-pulou-da-ponte-hoje-1014081954.html

(2) http://www.bbc.com/portuguese/brasil-39672513

(3) https://www.cvv.org.br/wp-content/uploads/2017/05/manual_prevencao_suicidio_profissionais_saude.pdf

(4) http://www.comportese.com/2016/08/mitos-sobre-suicidio-1-quem-quer-mesmo-se-matar-nao-da-sinais-previos

http://www.abeps.org.br/prevencao/

https://www.cvv.org.br/wp-content/uploads/2017/05/Falando-Abertamente-CVV-2017.pdf


SIMON SAYS

Bullying na Escola


pexels-photo-289740

Photo by unknown author. Available through CC0 License via Pexels.

Nas escolas perpassam assuntos para além da educação acadêmica, os assuntos pessoais dos alunos e professores, valores sociais e éticos, cultura e outros atravessam esse ambiente. Por isso tratar de Bullying na escola é um desafio.

Por isso é fundamental fazer uma sensibilização de TODOS tais como pais, alunos, professores, pedagogo, motorista, porteiro, atendente da lanchonete e outros sobre a temática pelo menos uma vez ao ano com palestra ou workshop e ter sempre em murais cartazes repudiando atos de bullying. Uma ação de bullying na escola repercuti na vida de todos desde daquele que foi o agressor, de quem sofreu, de quem vivenciou como seus responsáveis na escola e na vida.

 O importante é que todos somos responsáveis, não somente o agressor. Este ato de agressividade se atravessa por emaranhado fatos e atos. Prevenção sempre é o melhor caminho. Existem vários lugares online e estudo e aprofundamento do tema e apostila para Download (aqui).

 Os agressores usualmente praticam bullying com pares mais vulneráveis, seus alvos são aqueles diferentes: raça, cor, roupa, modo de comportar (mais introvertido, nerd e outros), acima do peso, têm algum traço físico característico (como orelhas grandes), usam óculos, aparelho, apresentam alguma deficiência ou doença.

Devido a fragilidade do agredido eles na maioria dos casos permanece calado(a) durante o ataque e depois. Geralmente quem sofre Bullying acham que a culpa é delas; tem como consequência no comportamento: isolamento social; propensas a faltar às aulas e até a abandonar a escola; querer se vingar usando a violência; dificuldades de aprendizagem.

Referencia Bibliográfica:

(1) http://www.violencepreventionworks.org/public/bullying.page

(2) FANTE, C. Fenômeno bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Campinas: Verus, 2005. 224 p.

(3) http://www.huffingtonpost.com/entry/school-bullying-is-notorious-in-japan_us_5909b326e4b05279d4edc129

(4) http://www.sabado.pt/mundo/europa/detalhe/finlandia-desenvolve-programa-anti-bullying

(5) http://www.chegadebullying.com.br/

 

 


SIMON SAYS

Bullying: Como identificar

pexels-photo-278312

Photo by unknown author. Available through CC0 License via Pexels.

 “Uma pessoa é intimidada quando ele ou ela está exposta, repetidamente e ao longo do tempo, a ações negativas por parte de uma ou mais pessoas, e ele ou ela tem dificuldade em se defender”. Dan Olweus (1)

Quem nunca sofreu ou vivenciou uma situação de zombaria entre crianças ou adolescentes. É difícil estabelecer uma linha de diferença entre provocações, “brincadeiras” e bullying. Por isso é importante observar as características para que não se possa dizer que tudo é bullying ou identificar como brincadeira o que não. A criança agressora é aquela que age de forma agressiva contra um par que é considerado mais fraco fisicamente e/ou intelectualmente com a intenção de machucar, humilhar e ofender.

Assim o bullying se caracteriza por um comportamento agressivo intencional de modo repetido envolvendo um desequilíbrio de poder ou força de pares. Segundo Olweus Bullying Prevention Program (1) o bullying pode assumir muitas formas e eles identificaram os seguintes tipos:

  1. Intimidação verbal, incluindo comentários depreciativos e nomes ruins
  2. Intimidação por exclusão social ou isolamento
  3. A bullying física, como bater, chutar, empurrar e cuspir
  4. Intimidação por mentiras e rumores falsos
  5. Tendo dinheiro ou outras coisas tomadas ou danificadas por estudantes que abusam
  6. Ser ameaçado ou ser forçado a fazer coisas por estudantes que se valentão
  7. Intimidação racial
  8. Intimidação baseada em percepções sobre orientação sexual
  9. Ciclo de bullying (via celular ou Internet – Cyberbullying)

Segundo Fante (2005), a termologia termo bullying não é comum em todos os países. No japão, emprega-se Ijime (leia-se i-di-me), recetemente o huffington post (3) publicou um caso de bullying  escolar que acarretou no suicídio de um menino de 3 anos. Já Noruega, Dinamarca, Suécia e Finlândia utiliza-se mobbing, na Finlândia (4) criou-se um programa anti-‘bullying’ chamado KiVa (em finlandês é Kiusaamista Vastaan, que significa “contra o abuso escolar”). Na Itália chama-se Prepotenza ou  Bullismo. Na Espanha pode-se chamar intimidación ou Acoso y Amenaza; e por fim na Alemanha diga-se Agressionen unter shülern.

Referencia Bibliográfica:

(1) http://www.violencepreventionworks.org/public/bullying.page

(2) FANTE, C. Fenômeno bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Campinas: Verus, 2005. 224 p.

(3) http://www.huffingtonpost.com/entry/school-bullying-is-notorious-in-japan_us_5909b326e4b05279d4edc129

(4) http://www.sabado.pt/mundo/europa/detalhe/finlandia-desenvolve-programa-anti-bullying

(5) http://www.chegadebullying.com.br/


 

SIMON SAYS