CRAS: Ensaio Fotográfico no Grupo de Gestantes

Dica de atividade para o grupo de Gestante em CRAS: Ensaio Fotográfico.

Planejando o ensaio: Escolhemos uma câmera (no caso da nossa foi de celular); alguns adereços como bambolê (a gente passou fita verde claro e rosa claro e pregamos flores artificiais), chapéus de praia, cangas, arcos de florais, um quadro de giz (custou R$ 8,00), panos longos e outros; pesquisamos fotos de gestantes; escolhemos um local (no nosso caso foi a praia).

A gente levou 7 gestantes é interessante ter dois técnicos um para tirar foto e outro para arrumar e posicionar; a educadora social ajudou com os adereços e organiza-las.

Poses de fotos: escrevemos na areia o nome e fizemos corações; colocamos frases no quadro; no final usamos balões e elas jogaram para cima.

No início elas ficaram tímida, mas depois foram se soltando. A gente começou às 8:30 e terminando às 11h. Depois fizemos um lanche.

O Ensaio é importante para auto estima das participantes, fortalecer os laços maternos e trabalhar a aceitação da maternidade. Muitas gestantes tem gravidez indesejada ou não possui uma rede de apoio efetiva.

Veja algumas fotos:

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Abraço

Tamires Mascarenhas

Post in: Tamires

 

 

 

 

 

 

 

IMG 20190123 WA0009 529x375 - A IMPORTÂNCIA DE CUIDAR DA SAÚDE MENTAL E EMOCIONAL

A IMPORTÂNCIA DE CUIDAR DA SAÚDE MENTAL E EMOCIONAL

Não é de hoje que sabemos que a saúde mental e emocional nos proporciona uma melhor qualidade de vida e maior disposição para lidar com os desafios do dia-a-dia; depois de abordamos grandes assuntos no ano passado,entramos 2019 com força total e mais uma oportunidade de abraçarmos a importância da saúde mental, emocional e o nosso estimado “Janeiro Branco”, que mobiliza tantas pessoas a favor da saúde coletiva.

A nossa saúde merece uma atenção especial, pois ela é nossa companheira de caminhada e é com ela que vamos trilhar nosso presente e futuro,e a partir desse nosso cuidado, conseguiremos definir se ele será positivo ou não.

Se você nos acompanha desde do o ano passado, já sabe a importância de ficar atento aos sinais: as emoções que refletem diretamente em sintomas físicos e mentais; que nos alerta de que nossa saúde merece uma atenção redobrada; juntamente com médicos, especialistas, terapeutas,atividades alternativas e a necessidade de medicalização para cada caso especifico; todas essas questões necessitam de uma busca positiva pelo profissional e tratamento, que podem fazer toda a diferença em nossas vidas.

Por muitas vezes somos fortes e resistentes em admitir que há algo de errado acontecendo, o homem moderno é feito para suportar grandes cargas emocionais, por isso, ás vezes, aqueles que estão do nosso lado podem ter uma visão mais abrangente do que está acontecendo conosco, é exatamente aí que mora a importância das ações coletivas como o do “Janeiro Branco”, o envolvimento, o esclarecimento e conscientização própria e coletiva podem salvar vidas!

Todas essas dicas, valem para nós, mas também para todos que podemos alcançar, aqueles que estimamos, familiares, vizinhos, amigos, colegas de trabalho, e é possível nos mobilizar como sociedade coletiva e representativa para mudar a realidade dos que são próximos; afinal, todos passamos por dificuldades, síndromes, ansiedade, depressão, doenças e sintomas mentais que cercam a sociedade e o homem moderno.

Essa oportunidade abre portas e bocas, vamos sim falar sobre saúde mental, é um interesse coletivo, das  nossas famílias, da família universal, solidaria e fraterna; que mora em cada um de nós. Não vamos perder de janeiro á dezembro a oportunidade do despertar  de consciência para a importância da saúde mental e emocional; de se informar e proporcionar qualidade de vida para todos.

Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.

Assessoria de Carreira 750x375 - Mapa Mental: Atendimento Psicológico Online

Mapa Mental: Atendimento Psicológico Online

Atendimento psicológico online trás discussões sobre diversas temáticas sobre aplicabilidade teórica, sucatamento, precarização, benefícios e facilidades.

Essa modalidade de atendimento trouxe uma gama de precariedade como atendimento no Whatsapp, desvalorização do serviço e da formas de atender. Mas, ele tem seus pontos positivos como pacientes que possuem fobias e não saem de casa ou dificuldade d locomoção, ou quando seu paciente viaja e você pode atende-lo de modo virtual. Há países que é liberado os atendimentos onlines e há pesquisas em relação ao assunto.

O CFP tem publicado e atualizado resoluções e existe algumas regras para que possa exercer o atendimento online, por isso fiz um mapa mental com a nova mudança na resolução e o que é preciso para você começar.

Download do Mapa Mental 

Abraços

Tamires Mascarenhas. Artigo em: tamirespsi

Assessoria de Carreira 750x375 - Mapa Mental: Como abrir um consultório de psicologia (Autônomo)

Mapa Mental: Como abrir um consultório de psicologia (Autônomo)

Está pensando em abrir um consultório de psicologia como autônomo?

Ao pensar sobre isso muitos se sentem inseguros e necessitam de alguns direcionamentos como por exemplo que tipo de documentação eu preciso? como vou fazer para me posicionar no mercado? como vou trazer clientes para minha clínica?

Pensando em algumas dessas perguntas criei um mapa mental com alguns pontos principais de como abrir o consultório. Pontos como: Documentos Necessários; Observações (dicas); Coisas para se pensar antes de abrir a sua clínica de psicologia:

Antes de ter uma clínica é importante avaliar bem os riscos para não fazer um investimento perdido, tenho uma frase que sempre tenho comigo: “Sonhe grande, e faça pequeno”. Começar aos pouco sempre é um bom começo para o amadurecimento, mas ariscasse é fundamental para ter o sucesso e o fracasso faz parte do processo.

 

Download do Mapa Mental

 

Abraços

Tamires Mascarenhas. Artigo em: tamirespsi

 

Síndrome de Burnout: Tratamento

Síndrome de Burnout 1 1024x1024 - Síndrome de Burnout: Tratamento

 

 

É ótimo te ver por aqui novamente, hoje teremos a última etapa do nosso tema, Síndrome de Burnout. Consulte nossos links anteriores e fique por dentro das informações que já foram postadas aqui no blog. Boa leitura!

Anteriormente falamos sobre o que é; como ocorre; os profissionais mais atingidos; os principais sintomas e comportamentos; e hoje seguimos para o esperado tratamento.

O tratamento é feito através de psicoterapia, normalmente de 1 a 3 meses, combinados com medicamentos, se necessário. O médico psiquiatra é o responsável por diagnosticar e orientar o paciente para o tratamento mais adequado.

Para o tratamento ser eficaz é interessante verificar se a síndrome está relacionada ao ambiente de trabalho, a profissão ou as atitudes do próprio paciente. É primordial que haja uma interrupção do ciclo que leva o paciente a síndrome: sobrecarga e frustração.

É importante que o paciente respeite os seus próprios limites e faça uma reflexão sobre tudo ao seu redor, para isso, a psicoterapia ajudará a refletir sobre escolhas, atitudes, expectativas e hábitos. Também colabora para o autoconhecimento, segurança, tomada de decisão e a encontrar estratégias para combater o estresse.

É importante manter uma vida mental e física saudáveis: manter o equilíbrio entre trabalho, família, vida social, atividades físicas e lazer.

Dicas para prevenir e combater a síndrome:

  • Procure trocar experiências com outros pacientes e buscar pessoas que te compreendam nesse momento;
  • Evite fugir da realidade através de vicissitudes, como, álcool e drogas. Reconhecer e buscar ajuda é sempre a melhor opção;
  • Pratique exercícios: caminhada, corrida, pilates, vôlei, etc. Essas atividades ajudam na liberação de hormônios do prazer e diminuem a tensão muscular;
  • Tenha uma alimentação saudável e adequada;
  • Intensifique os momentos felizes e saudáveis com família e amigos, desfrute dos momentos juntos. Manter o lazer e o contato social é também uma receita para uma mente sã;
  • Se cobre menos, errar é comum e saudável;
  • Reorganize-se, evite sobrecarregar-se e pegue mais leve no trabalho durante esse período, diminuía as atividades e proponha um novo dinamismo na hora das obrigações;
  • É importante controlar o nível de estresse, você pode praticar meditação; yoga e fazer um controle da respiração e ansiedade.

O tratamento adequado, proporciona resultados positivos, como o aumento do rendimento no trabalho, aumento da confiança e diminui a frequência das dores de cabeça e do cansaço. Já o tratamento inadequado, pode levar a distúrbios gastrointestinais e em casos mais graves, o paciente pode desenvolver depressão.

Se você conhece uma pessoa que está passando por este momento, evite falar sobre assuntos de trabalho. Isso pode fazer a pessoa reviver frustrações, estresse ou decepções. Converse sobre assuntos leves e descontraídos, isso ajuda o indivíduo a manter o foco distante dos problemas. Leve a pessoa para se distrair e fazer programas divertidos, culturais e etc.

Sempre busque ajuda de profissionais adequados para uma orientação eficaz.

Conheça nosso serviços de psicologia <aqui>

 


Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.

Síndrome de Burnout 1 750x375 - Síndrome de Burnout: Sintomas

Síndrome de Burnout: Sintomas

Bem-vindo de volta leitor, hoje vamos continuar a nossa viagem pelo mundo da Síndrome de Burnout, no primeiro artigo falamos sobre as informações gerais. Hoje vamos discorrer sobre os sintomas, a partir disso, você saberá identificar se possivelmente, encontra-se dentro dessas características.

Os sintomas são divididos em quatro categorias: físicas, psíquicas, emocionais e distúrbios de comportamento. O sintoma físico predominante é a sensação de fadiga constante e progressiva e os distúrbios do sono. Como sintomas psíquicos há uma diminuição da memória evocativa e de fixação, e dificuldade de concentração. Há uma redução da capacidade de tomar decisões. Nos sintomas emocionais, o elemento constante é o desânimo. Há uma perda do entusiasmo e da alegria e, com frequência, ansiedade e depressão que aparece ou diminui diante do ambiente e situação. E por último aparecem os distúrbios do comportamento, onde há uma tendência ao isolamento.

O esgotamento físico e emocional pode levar a pessoa a ter atitudes negativas, irritabilidade, mudanças bruscas no humor, ausências no trabalho, dificuldade de se concentrar, lapsos de memória, entre outros problemas. Há, ainda, sinais de baixa autoestima, isolamento e pessimismo, podem ser acompanhados de dores de cabeça, dores musculares, dificuldade para dormir, suor em excesso, palpitações e problemas gastrointestinais

 

Vejamos os dez principais sintomas:

  • Sensação constante de negatividade, como se nada fosse dar certo;
  • Cansaço físico e mental;
  • Desmotivação e falta de vontade de socializar;
  • Dificuldade de concentração no trabalho e nas tarefas diárias;
  • Falta de energia para as atividades diárias e cansaço excessivo;
  • Sentimento de incompetência;
  • Dificuldade para manter atividades que gostava, como um esporte;
  • Priorizar as necessidades dos outros e não as próprias;
  • Alterações repentinas de humor e períodos de irritabilidade;
  • Isolamento, devido aos sintomas, a pessoa tem tendência em isolar-se.

 

Outros sinais incluem demorar muito tempo em realizar as tarefas profissionais, assim como faltar ou chegar atrasado. Além disso, quando se tira férias é comum não sentir prazer durante esse período, voltando para o trabalho com a sensação de ainda estar cansado.

É importante estar atento aos sintomas; em caso de dúvida ou identificação, consulte imediatamente um psicólogo ou médico psiquiatra. O alerta é para o fato de que, esses sintomas, podem ser confundido com outros tipos de síndromes e enfermidades psicológicas; como a depressão, transtorno de ansiedade generalizada, ou baixa autoestima. Se você se identificou com alguns desses sintomas, nos acompanhem no próximo artigos, onde falaremos sobre o diagnóstico e tratamento.

 

 


Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.

 

Síndrome de Burnout 750x375 - Síndrome de Burnout: O que é?

Síndrome de Burnout: O que é?

Olá Leitor, entraremos em um assunto muito interessante: a “Síndrome de Burnout”; e o convidamos para participar desse desenvolvimento informativo. Hoje falaremos do que se trata a síndrome; no próximo texto, vamos esclarecer os sintomas e como reconhecer se você à possui; e na sequência, abordaremos o tratamento. Fiquem de olho e nos acompanhe nessa jornada.

O termo “Síndrome de Burnout” foi desenvolvido na década de 70 nos Estados Unidos por Freunderberger (1974). Ele observou que muitos voluntários com os quais trabalhava, apresentavam um processo gradual de desgaste no humor e ou desmotivação. Geralmente, esse processo durava aproximadamente um ano, e era acompanhado de sintomas físicos e psíquicos que denotavam exaustão.  Posteriormente, a psicóloga social Christina Maslach (1981, 1984, 1986) estava interessada nas estratégias cognitivas denominadas ”despersonalização”. Estas estratégias se referem a como os profissionais da saúde (enfermeiras e médicos) misturam a compaixão com o distanciamento emocional, evitando o envolvimento com a enfermidade e se protegendo frente a situações estressantes, respondendo aos pacientes de forma despersonalizada.

A Síndrome é caracterizada por ser o ponto máximo do desgaste profissional, emocional e também físico. É principalmente encontrada entre policias, enfermeiros e professores; neste grupo ainda se encontram, terapeutas ocupacionais, psicoterapeutas, advogados, outros vinculados à saúde mental e até mesmo voluntários. No desempenho de seu trabalho, esses profissionais enfrentam conflitos, ansiedade; impotência relacionada com a forma da organização laboral ou com as características das relações estabelecidas com as pessoas em seu trabalho.

Essa síndrome caracteriza-se através de três dimensões: A primeira, a exaustão emocional, surge quando o trabalhador percebe sua energia esgotada devido ao cuidado diário e o contato direto com os problemas dos clientes, além dos seus próprios. A segunda ocorre um “endurecimento” afetivo e o profissional passa a tratar o cliente e seus colegas como objeto, sem envolvimento. A terceira, a baixa realização profissional, está associada com o fato do profissional não perceber seu trabalho como algo valorizado e reconhecido o que gera insatisfação profissional.

Pode ocorrer com indivíduos altamente motivados e jovens, pois esses, ainda não aprenderam a lidar com as frustrações e com as tensões diárias decorrentes da profissão e reagem ao estresse laboral trabalhando intensamente até que entram em colapso; ou também com profissionais de longa carreira, visto que, se exterioriza após o acúmulo de um estresse crônico, ao longo dos anos de trabalho.

É importante destacar que o impacto não se restringe apenas à vida profissional, mas também a vida pessoal e familiar. Perde-se o interesse pelas atividades diárias, lazer e interação social. Quando o trabalhador encontra um conjunto de tarefas que devem ser cumpridas e executadas, aumenta-se sua carga psíquica. O sofrimento assume proporções patogênicas quando as possibilidades de transformação, aperfeiçoamento e gestão já foram tentadas; restando somente pressões fixas, rígidas, repetitivas e frustrantes, configurando uma sensação generalizada de incapacidade, neste momento, é importante estar em alerta ás essas situações, sensações e sentimentos.

 

Acompanhem mais informações nos textos que virão a seguir.

 

 

REFERÊNCIAS

 

S/N. S/D. HOSPITAL ALBERT EINTEIN. Sindrome de Bounout. Disponível .  <https://www.einstein.br/estrutura/check-up/saude-bem-estar/saude-mental/sindrome-burnout>. Acesso 05 ago 2018.

  1. FERNANDA, S. MARA e M. GABRIELA. Síndrome de Burnout – a interface entre o trabalho na área da educação e na enfermagem. Revista de Enfermagem. Referência III Série – N° 2. Dez 2010. Páginas 101-109. Disponível: <http://www.scielo.mec.pt/pdf/ref/vserIIIn2/serIIIn2a11.pdf>. Acesso 05 ago 2018.
  2. LILIANA e C. LUCIA. Atualizações Sobre a Síndrome de Burnout. Universidade de São Paulo, SP. S/D. Disponível em <www.debas.eel.usp.br/~wilcar/BURNOUT-editado.doc>. Acesso 08 ago 2018.

 

 


Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.

 

profissional 750x375 - A Psicologia e seu campo de atuação profissional

A Psicologia e seu campo de atuação profissional

A psicologia possui vários campos de atuação, e hoje elucidaremos sobre esse assunto, à medida que compreenderemos sobre cada área em que um psicólogo poderá atuar, podemos nos identificar com cada campo de atuação, pois temos inúmeras opções. Convido a todos para mergulhar conosco nesse vasto universo.

Podemos trabalhar nas diversas áreas de atuação existentes da psicologia. Contudo, cada área de atuação do psicólogo possui sua especificidade, de acordo com o local, ou seja, existe uma descrição de atividades específica para o profissional que trabalha em uma escola, ou em uma empresa, ou no consultório clínico, ou na assistência social, etc. Faz-se necessário ressaltar que a Formação de Psicólogo nas Entidades de Ensino Superior garante a atuação em qualquer área da psicologia.

O psicólogo desempenha suas funções e tarefas profissionais individualmente e em equipes multiprofissionais, em instituições privadas ou públicas, em organizações sociais formais ou informais, atuando em: hospitais, ambulatórios, centros e postos de saúde, consultórios, creches, escolas, associações comunitárias, empresas, sindicatos, fundações, varas da criança e do adolescente, varas de família, sistema penitenciário e associações profissionais. Vamos checar a seguir algumas funções desempenhadas para cada área:

Psicologia Educacional: Atua no âmbito da educação formal realizando pesquisas, diagnóstico e intervenção preventiva ou corretiva em grupo e individualmente. Envolve, em sua análise e intervenção, todos os segmentos do sistema educacional que participam do processo de ensino- aprendizagem. Nessa tarefa, considera as características do corpo docente, do currículo, das normas da instituição, do material didático, do corpo discente e demais elementos do sistema. No âmbito administrativo, contribui na análise e intervenção no clima educacional; etc.

Psicologia Organizacional: Atua em atividades relacionadas a análise e desenvolvimento organizacional, ação humana nas organizações, desenvolvimento de equipes, consultoria organizacional, seleção, acompanhamento e desenvolvimento de pessoal, estudo e planejamento de condições de trabalho, estudo e intervenção dirigidos à saúde do trabalhador; etc.

Psicologia de Trânsito: Colabora na elaboração e implantação de ações de engenharia e operação de tráfego; desenvolve ações socioeducativas; realiza avaliação psicológica em condutores e candidatos à carteira de habilitação; participa de equipes multiprofissionais no planejamento e realização das políticas de segurança para o trânsito; analisa os acidentes de trânsito, considerando os diferentes fatores envolvidos para sugerir formas de evitar e/ou atenuar as suas incidências; elabora laudos, pareceres psicológicos, relatórios técnicos e científicos; etc.

Psicologia Jurídica: Atua no âmbito da Justiça, colaborando no planejamento e execução de políticas de cidadania, direitos humanos e prevenção da violência, centrando sua atuação na orientação do dado psicológico repassado não só para os juristas como também aos indivíduos que carecem de tal intervenção, para possibilitar a avaliação das características de personalidade e fornecer subsídios ao processo judicial, além de contribuir para a formulação, revisão e interpretação das leis, etc.

Psicologia do Esporte: A atuação do psicólogo do esporte está voltada tanto para o esporte de alto rendimento, ajudando atletas, técnicos e comissões técnicas a fazerem uso de princípios psicológicos para alcançar um nível ótimo de saúde mental, maximizar rendimento e otimizar a performance; etc.

Psicologia Clínica: Atua na área específica da saúde, em diferentes contextos e linhas de atuações; através de intervenções que visam reduzir o sofrimento do homem, levando em conta a complexidade do humano e sua subjetividade; etc.

Psicologia Hospitalar: Atua em instituições de saúde, participando da prestação de serviços de nível secundário ou terciário da atenção à saúde. Atua também em instituições de ensino superior e/ou centros de estudo e de pesquisa, visando o aperfeiçoamento ou a especialização de profissionais em sua área de competência; etc.

Psicopedagogia: Atua na investigação e intervenção nos processos de aprendizagem de habilidades e conteúdos acadêmicos. Busca a compreensão dos processos cognitivos, emocionais e motivacionais, integrados e contextualizados na dimensão social e cultural onde ocorrem. Trabalha para articular o significado dos conteúdos veiculados no processo de ensino, com o sujeito que aprende na sua singularidade e na sua inserção no mundo cultural e social concreto; etc.

Psicomotricidade: Atua nas áreas de Educação, Reeducação e Terapia Psicomotora, utilizando-se de recursos para o desenvolvimento, prevenção e reabilitação do ser humano. Participa de planejamento, elaboração, programação, implementação, direção, coordenação, análise, organização, supervisão, avaliação de atividades clínicas e parecer psicomotor em clínicas de reabilitação, nos serviços de assistência escolar, escolas especiais, hospitais associações e cooperativas; presta auditoria, consultoria, assessoria; dá assistência e tratamento especializado, visando a preparação para atividades esportivas, escolares e clínicas; etc.

Psicologia Social: Atua fundamentado na compreensão da dimensão subjetiva dos fenômenos sociais e coletivos, sob diferentes enfoques teóricos e metodológicos, com o objetivo de problematizar e propor ações no âmbito social. O psicólogo, nesse campo, desenvolve atividades em diferentes espaços institucionais e comunitários, no âmbito da Saúde, Educação, trabalho, lazer, meio ambiente, comunicação social, justiça, segurança e assistência social; etc.

Neuropsicológia: Atua no diagnóstico, no acompanhamento, no tratamento e na pesquisa da cognição, das emoções, da personalidade e do comportamento sob o enfoque da relação entre estes aspectos e o funcionamento cerebral. Utiliza-se para isso de conhecimentos teóricos angariados pelas neurociências e pela prática clínica, com metodologia estabelecida experimental ou clinicamente; etc.

Vemos que são inúmeras áreas que podemos nos identificar e aplicarmos nosso conhecimento teórico e técnico, com o objetivo de identificar e intervir nos fatores determinantes das ações e dos sujeitos, em sua história pessoal, familiar e social, vinculando-as também a condições políticas, históricas e culturais. Atuar no âmbito da educação, saúde, lazer, trabalho, segurança, justiça, comunidades e comunicação. Com o objetivo de promover, o respeito à dignidade e integridade do ser humano, promovendo uma maior qualidade de vida aos que procuram pelos nossos serviços.

 

REFERÊNCIAS

Resolução nº 13/2007. Institui a Consolidação das Resoluções relativas ao Título Profissional de Especialista em Psicologia e dispõe sobre normas e procedimentos para seu registro. 2007. Acessado no dia: 08/06/2018. Disponível em: <crp09.org.br/portal/orientacao-e-fiscalizacao/orientacao-por-temas/areas-de-atuacao-do-a-psicologo-a>

Atuação psicológica. Carvalho, Ana Maria. Brasília, DF. 1984. Acessado no dia: 08/06/2018. Disponível em: <scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931989000100003>

Atribuições Profissionais do Psicólogo no Brasil Contribuição do CFP ao Ministério do Trabalho. 1992. Acessado no dia: 08/06/2018. Disponível em: <https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2008/08/atr_prof_psicologo.pdf>

 

 


Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.

 

A busca pelo conhecimento é um grande passo para quebrar tabus e preconceitos 750x375 - Entenda o Transtorno do Espectro Autista

Entenda o Transtorno do Espectro Autista

Há um crescente interesse e necessidade em compreender os transtornos que nos cercam, e hoje iremos abordar um deles: O Transtorno Espectro Autista. É imprescindível que tenhamos intimidade com as diretrizes que abordam a temática, para contribuirmos com a educação direta ou indireta de nossas crianças, como família ou sociedade, pois todos somos componentes desse universo social, que atua de forma vívida no cotidiano das nossas crianças. Neste artigo, pretendemos de forma geral e imparcial; esclarecer o que á o TEA, bem como seu diagnóstico e as formas de intervenções existentes.

O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do desenvolvimento neurológico, caracterizado pelo comprometimento das habilidades sóciais, de comunicação e comportamentais; nos quais podem aparecer de formas e intensidades variadas. Pode surgir antes, durante ou logo após o nascimento; as diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento. Pode ser associado com deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e atenção; podendo ocorrer problemas de saúde física, como distúrbios do sono e gastrointestinais; e podem apresentar síndrome de déficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia.

Na adolescência podem desenvolver ansiedade e depressão. Algumas pessoas podem ter dificuldades de aprendizagem em diversos estágios da vida, desde estudar na escola, até aprender atividades da vida diária. Algumas poderão levar uma vida relativamente “normal”, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo de toda a vida.

Possuem formas de sensibilidade sensoriais mais aguçadas. Podem não sentir dor ou temperaturas extremas. Agitar as mãos para criar sensação, ajudar com o balanço e postura; para lidar com o stress ou ainda, para demonstrar alegria. Sensibilidade sensorial pode dificultar o conhecimento adequado de seu próprio corpo. Consciência corporal é a forma como o corpo se comunica. Um bom desenvolvimento do esquema corporal pressupõe uma boa evolução da motricidade, das percepções espaciais e temporais, e da afetividade.

Destacam-se em habilidades visuais, música, arte e matemática. Aproximadamente 65% têm algum nível de deficiência intelectual. Os indivíduos com autismo leve, apresentam faixa normal de inteligência. E cerca de 10% têm excelentes habilidades intelectuais para a sua idade.

A partir do último Manual de Saúde Mental, o Autismo e todos os distúrbios, incluindo o transtorno autista, transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não-especificado e Síndrome de Asperger, fundiram-se em um único diagnóstico: Transtornos do Espectro Autista – TEA. No Qual, afeta 1% da população, sendo a maioria homens. Acredita-se que fatores ambientais, como infecções ou uso de determinados medicamentos durante a gestação, tenham papel em seu desenvolvimento, estima-se que seja hereditário em cerca de 50% a 90% dos casos.

O diagnóstico durante os anos pré-escolares é muito raro, isso se deve à falta de conhecimento sobre o desenvolvimento normal de uma criança, em particular, na área da comunicação não-verbal. As preocupações dos pais e dos profissionais recaem mais no atraso da fala da criança do que no comportamento. Atrasos no diagnóstico atrapalham o desenvolvimento de estratégias de comunicação efetivas, em um estágio precoce auxiliam a prevenir o comportamento diruptivo.

As crianças já começam a demonstrar sinais nos primeiros meses de vida: elas não mantêm contato visual efetivo e não olham quando você chama. A partir dos 12 meses, elas também não apontam com o dedinho. No primeiro ano de vida, demonstram mais interesse nos objetos do que nas pessoas.

O diagnóstico do autismo é clínico, feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. Os sintomas costumam estar presentes antes dos 3 anos de idade, sendo possível fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de idade. O diagnóstico preciso não é uma tarefa fácil, pode haver problemas para distinguir crianças autistas de não-verbais com déficits de aprendizado ou prejuízo da linguagem. No entanto, aos 3 anos, as crianças tendem a preencher os critérios. Atualmente, existem vários instrumentos que podem ser utilizados em crianças em diferentes estágios da vida, tais como: Checklist for Autism in Toddlers (CHAT); Pervasive Developmental Disorders Screening Test (PDDST); Screening Tool for Autism in two year old, Checklist for Autism in Toddlers-23 (CHAT-23) e Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT).

O TEA possui 3 níveis diferentes de intensidade:

Nível 1 – Exige acompanhamento: Dificuldade para iniciar interações sociais, podem aparentar pouco interesse. Dificuldade em trocar de atividade. Problemas para organização e planejamento são obstáculos à independência.

Nível 2 – Exige acompanhamento moderado: Déficits graves nas habilidades de comunicação social verbal e não verbal. Inflexibilidade do comportamento, dificuldade de lidar coma mudança, comportamentos restritos/repetitivos aparecem com frequência. Sofrimento/dificuldade para mudar o foco ou as ações

Nível 3 – Exige acompanhamento intenso: Déficits graves nas habilidades de comunicação social verbal e não verbal causam prejuízos graves de funcionamento, limitação em iniciar interações sociais e resposta mínima a aberturas sociais que partem de outros. Inflexibilidade de comportamento, extrema dificuldade em lidar com a mudança ou outros comportamentos restritos/repetitivos interferem acentuadamente no funcionamento em todas as esferas. Grande sofrimento/dificuldade para mudar o foco ou as ações.

Sobre os tratamentos farmacológicos, encontra-se em alta a 10 anos no mercado, os antipsicóticos atípicos (AAPs) são um grupo de fármacos originalmente desenvolvidos para tratar psicose. Os medicamentos nesse grupo incluem a clozapina, a risperidona, a olanzapina, a quetiapina, a ziprazidona e o aripiprazol. Os sintomas-alvo incluem agressão, automutilação, destruição de propriedade ou crise de ira. Oferecem vantagens particulares, possuem menor risco de induzir efeitos colaterais neurológicos de curto prazo, como Parkinsonismo, e talvez discinesia tardia no longo prazo. Além disso melhoram os sintomas “negativos” da esquizofrenia.

Na intervenção multidisciplinar, o planejamento do tratamento deve ser estruturado de acordo com as etapas de vida do paciente. Com crianças, a prioridade deveria ser terapia da fala, interação social/linguagem, educação especial e suporte familiar. Com adolescentes, os alvos seriam os grupos de habilidades sociais, terapia ocupacional e sexualidade. Com adultos, questões como moradia e tutela, e que, infelizmente, além de quase inexistentes, não possuem estrutura ou quantidade adequada para a demanda, gerando preocupação nos familiares, sociedade e membros da área da saúde.

Há uma variedade de serviços disponíveis, desde aqueles com abordagens individuais, até aqueles compostos por clínicas multidisciplinares. A eficácia do tratamento depende da experiência e conhecimento dos profissionais; e da habilidade de trabalhar em equipe e com a família.

Existe quatro alvos básicos de qualquer tratamento: 1) estimular o desenvolvimento social e comunicativo; 2) aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas; 3) diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às oportunidades de experiências do cotidiano; e 4) ajudar as famílias a lidarem com o autismo.

Crianças com grande déficit em sua habilidade de comunicação verbal podem requerer alguma forma de comunicação alternativa. A escolha apropriada do sistema depende das habilidades da criança e do grau de comprometimento. Sistemas de sinais e figuras que estimulam habilidades cognitivas, linguísticas ou de memória. Em geral, o foco está em ativar encorajar a interação.

A respeito da necessidade da frequência do aluno em escola especial ou não, ainda deve ser tratada de forma individual, focando nas necessidades e potencialidades da criança. Alguns estudos sugerem que, com educação apropriada, as crianças são mais capazes de utilizar as habilidades intelectuais que possuem. Há evidência de que prover educação formal de forma precoce, a partir dos 2 aos 4 anos, aliada à integração de todos os profissionais envolvidos, é a abordagem terapêutica mais efetiva.

A respeito dos comportamentos desafiadores (comportamentos agressivos, autodestrutivos), alguns estudos demonstraram que possuem funções comunicativas sociais importantes, que são: indicar a necessidade de auxílio ou atenção; escapar de situações ou atividades que causam sofrimento; obter objetos desejados; protestar contra eventos/atividades não-desejados; obter estimulação.

Há abordagens que podem auxiliar a reduzir esses comportamentos ensinando a criança a utilizar meios alternativos de comunicação. É importante que a modificação seja feita gradualmente, sendo a redução da ansiedade e do sofrimento o objetivo principal.

Parece que o treinamento de habilidades sociais é mais eficaz quando realizado em uma situação específica, pois cada situação exige uma resposta social diferente. O resultado das intervenções em grupos de habilidades sociais tende a ter efeito mais limitado, devido às dificuldades da criança em generalizar as habilidades adquiridas.

Há evidência de que o autismo impacta na família, e a sobrecarga está afetando principalmente as mães. Elas estão apresentando estresse maior do que os pais, bem como, depressão, insônia e ansiedade. O fornecimento de suporte aos pais é crucial, pois as doenças parentais podem afetar a criança. Essas doenças podem estar relacionadas à incerteza do diagnóstico, tratamento e prognóstico; transições evolutivas; dificuldades prévias; maiores jornadas de trabalho; e ambiguidade intrafamiliar e social.

Os profissionais que trabalham com as famílias podem auxiliá-las a avaliar os fatores emocionais e os recursos para solucionar problemas. As famílias podem ser ajudadas a serem mais resilientes, variam quanto ao tipo de suporte e informação de que necessitam. É importante reconhecerem a frustração, a raiva e a ambivalência de seus sentimentos como um processo normal; ensinar técnicas de manejo com a criança e prover informações; e principalmente aconselhar os pais sobre as vantagens e desvantagens relativas a diferentes tratamentos.

Concluímos que a partir do direcionamento correto, com o aparato e suporte de profissionais podemos atuar para tornar nosso espaço comum em um lugar feliz e inclusivo; começado pela compreensão, compaixão e paciência, e que seja recíproco. A busca pelo conhecimento é um grande passo para quebrar tabus e preconceitos, nos quais se sustentam pela desinformação. A escolha do tratamento adequado é uma escolha intima de cada família, de acordo no que acreditam e as informações que buscam, é sempre importante ouvir mais de uma opinião. Sabemos que, se tratando do poder público, poderá haver lacunas a serem preenchidas, e poderá faltar esclarecimento para as famílias em risco social e tratamento suficiente para os pacientes.

 

Referências

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Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.