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A expressão Carreira passou por transformações, segundo Martins (2001) procede etimologicamente se origina do latim medieval via carraria, que significa estrada para carros. No século XIX teve um significado de trajetória profissional no qual se relacionava etapas, processos e progressos verticais; neste contexto esperava-se um profissional dedicado a uma empresa por anos, desenhando um homem num contexto de estabilidade e progressão vertical. Assim, portanto mensurava-se o sucesso do colaborador pela sua ascensão dentro da organização.

A partir do século XXI, temos uma abordagem diferente deste cenário que é influenciado pela globalização, desenvolvimento das tecnologias, acessibilidade ao conhecimento; desenha-se contornos menos firmes e mais flexíveis. No qual o profissional não necessariamente associa seu sucesso profissional com promoção de cargo ou estabilidade dentro de uma empresa. Mas, aponta para um progresso de conhecimento e de conquista de ingressar em outras empresas.      

No final do século XX emerge um novo conceito de carreira chamada de ‘carreira proteana’ o qual expressa-se nas dimensões de familiar, profissional e pessoal. Conduzidos por autogerenciamento e direcionado para valores, ou seja, a pessoa caminha com autonomia nas suas escolhas e vai usar como fio condutor de si seus valores pessoais. Tendo como objetivo central o aprendizado (o sucesso psicológico e a expansão da identidade). Segue a baixo um quadro das características da carreira proteana.

 

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A Quallity Psi em seu assessoramento de carreira profissional trabalha com esse conceito de carreira proteana, no qual sinaliza duas tendências importante: o trabalho passa a ter uma conotação para além de sustentabilidade, dever e honra; mas, baseia-se no prazer e desejo. A busca por autonomia e independência, ter para si sua própria vida.

O conceito tem críticas e sugestões de estudos, nos da Quallity Psi sempre buscamos estudos científicos voltados para carreira e para este conceito o qual adotamos como um princípio norteador de algumas ações.     

 

Bibliografia:

BALASSIANO, Moisés; VENTURA, Elvira Cruvinel Ferreira; FONTES FILHO, Joaquim Rubens. Carreiras e cidades: existiria um melhor lugar para se fazer carreira?. Rev. adm. contemp.,  Curitiba ,  v. 8, n. 3, p. 99-116, Sept.  2004 .   Disponível aqui. Available from <>. access on  14  Mar.  2016.  http://dx.doi.org/10.1590/S1415-65552004000300006.

BORGES, Ludmila Ferreira Liberato; ANDRADE, Alexsandro Luiz de. Preditores da carreira proteana: um estudo com universitários. Rev. bras. orientac. prof,  São Paulo ,  v. 15, n. 2, p. 153-163, dez.  2014 .   Disponível aqui. acessos em  14  mar.  2016.

MARTINS, H. T. Gestão de carreiras na era do conhecimento: abordagem conceitual e resultados de pesquisa. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2001.