CURSO DE SCFV (Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos)

 

 

 

Objetivo: Capacitar os servidores e Gestores do SUAS, Organizações sem fins lucrativos e instituições afins. Neste curso apresentaremos informações sobre o SUAS e principalmente SCFV.

Público Alvo: Gestores e servidores do SUAS, estudantes, Educador Social, Assistência Social, Psicólogos, Pedagogos, Facilitadores de Oficinas, Equipes de Entidades executoras do SCFV, entre outros.

 

ESTRUTURA DO CURSO

1. Parte teórica (material didático, vídeos);

2. Parte Prática (fazer atividades, offline);

3. Tutoria do curso (encontro virtual, agendado);

4. Prova de Conhecimento;

5. Certificado, neste curso 150h, necessária frequência mínima de 75% da carga horária.

6. Aulas gravadas e disponibilizada online, podendo ser assistida em qualquer dia e horário (por 1 mês).

7. Grupo do Whatsapp ou Telegram para tirar duvidas, compartilhamento de mateiras e outros;

8. E-mail para duvidas.

 

CRONOGRAMA PROGRAMÁTICO

 

MÓDULO 01

Boas Vindas: Explicando como será o curso

Introdução do Curso

Contextualização da política de assistência social e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e suas leis.

 

MÓDULO 02

Contextualização do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e suas leis: Relação do SCFV com PAIF; Concepção, organização e fluxo Serviço.

 

MÓDULO 03

Organização do Serviço Convivência e Fortalecimento de Vínculos

Os ciclos etários

Percursos

Eixos Estruturantes

Público prioritário

Atribuições da equipe

 

MÓDULO 04

Breve contextualização SISC | Reordenamento do SCFV – Normativas;

Construção de rede e rede socioassistencial;

Possibilidades em tempos de pandemia mundial e orientações do MDS;

 

MÓDULO 05

Possibilidades de Metodologias de trabalho no SCFV;

Planejamento das atividades;

Fluxo do serviço;

Monitoramento e avaliação.

 

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CRAS: Ensaio Fotográfico no Grupo de Gestantes

Dica de atividade para o grupo de Gestante em CRAS: Ensaio Fotográfico.

Planejando o ensaio: Escolhemos uma câmera (no caso da nossa foi de celular); alguns adereços como bambolê (a gente passou fita verde claro e rosa claro e pregamos flores artificiais), chapéus de praia, cangas, arcos de florais, um quadro de giz (custou R$ 8,00), panos longos e outros; pesquisamos fotos de gestantes; escolhemos um local (no nosso caso foi a praia).

A gente levou 7 gestantes é interessante ter dois técnicos um para tirar foto e outro para arrumar e posicionar; a educadora social ajudou com os adereços e organiza-las.

Poses de fotos: escrevemos na areia o nome e fizemos corações; colocamos frases no quadro; no final usamos balões e elas jogaram para cima.

No início elas ficaram tímida, mas depois foram se soltando. A gente começou às 8:30 e terminando às 11h. Depois fizemos um lanche.

O Ensaio é importante para auto estima das participantes, fortalecer os laços maternos e trabalhar a aceitação da maternidade. Muitas gestantes tem gravidez indesejada ou não possui uma rede de apoio efetiva.

Veja algumas fotos:

 

Abraço

Tamires Mascarenhas

Post in: Tamires

 

 

 

 

 

 

 

CRP16 faz pesquisa online sobre o trabalho do(a) Psicólogo(a) na Proteção Social Básica do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Olá caro psicólogo(a), 

 

O CRP16 (ES) através do O Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas (Crepop) do estado formulou um questionário online com o objetivo de conhecer o trabalho da Psicóloga e do Psicólogo que atuam na Proteção Social Básica do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Acesse o link: https://goo.gl/ROljT1 e contribua com as suas respostas!

Qualquer dúvida, entre em contato pelo e-mail crepop-es@crp16.org.br ou através do telefone (27) 3324-2806, ramal 6.

 

Fonte: CRP16

Serviço Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)

O texto a seguir é uma compilação dos escritos referenciados na bibliografia:

O QUE É?

Um Serviço da Proteção Social Básica do SUAS, regulamentado pela Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais  (Resolução CNAS nº 109/2009). E foi reordenado em 2013 por meio da Resolução CNAS nº01/2013.

O SCFV é ofertado de forma complementar ao Serviço de Proteção e Atendimento Integral às Famílias (PAIF) e do Serviço de Proteção e Atendimento Especializado às Famílias e Indivíduos (PAEFI). As orientações do serviço são alinhadas às normativas do SUAS; e este se organiza em grupos, de modo a ampliar as trocas culturais e de vivências entre os usuários, assim como desenvolver o seu sentimento de pertença e de identidade.

O serviço visa a prevenir a ocorrência de situações de risco social e fortalecer os vínculos familiares e comunitários; com característica preventiva e proativa, pautado na defesa e afirmação de direitos e  no desenvolvimento de capacidades e potencialidades dos usuários, com vistas ao alcance de alternativas emancipatórias para o enfrentamento das vulnerabilidades sociais. Deve ser ofertado de modo a garantir as seguranças de acolhida, de convívio familiar e comunitário, além de estimular o desenvolvimento da autonomia dos usuários.

 

UNIDADE DE OFERTA

  • Centro de Referência em Assistência Social (CRAS);
  • Centros de Convivência:

– da Administração Pública;

– das organizações ou entidades de assistência social

 

O SCFV, por sua vez, pode ser ofertado no CRAS, quando isso não suscitar concorrência do espaço físico com as atividades do PAIF, ou nos Centros de Convivência. Estes podem ser unidades públicas e/ou entidades ou organizações de assistência social. Quando o SCFV é executado no próprio CRAS ou em Centros de Convivência da Administração Pública, diz-se que a execução do serviço é direta; quando são os Centros de Convivência vinculados a entidades ou organizações de assistência social que ofertam o serviço, diz-se que a sua execução é indireta. Para garantir que a execução indireta do SCFV esteja alinhada às normativas do SUAS, é necessário que tanto o órgão gestor como o CRAS assumam suas atribuições e efetivem o referenciamento

 

PÚBLICO ATENDIDO

Podem participar crianças, jovens e adultos; pessoas com deficiência; pessoas que sofreram violência, vítimas de trabalho infantil, jovens e crianças fora da escola, jovens que cumprem medidas socioeducativas, idosos sem amparo da família e da comunidade ou sem acesso a serviços sociais, além de outras pessoas inseridas no Cadastro Único.

É importante que a composição desses grupos preserve a diversidade existente no âmbito das relações sociais cotidianas, assegurando a participação de usuários de diferentes raças/etnias, gêneros, entre outros, além de garantir a participação das pessoas com deficiência. Vale esclarecer que a observância aos ciclos de vida dos usuários para a formação dos grupos não impede a realização de ações intergeracionais, quando assim for necessário. A organização em grupo deve respeitar faixa etária ou intergeracionais:

  • Crianças até 6 anos
  • Crianças e adolescentes de 6 a 15 anos
  • Adolescentes de 15 a 17 anos
  • Jovens de 18 a 29 anos
  • Adultos de 30 a 59 anos
  • Pessoas Idosas

Para formação dos grupos é importante levar em conta a complexidade das vulnerabilidades vivenciadas pelos indivíduos que compõem o grupo e, ainda, as estratégias de intervenção que serão adotadas. Quanto à periodicidade dos encontros dos grupos do SCFV, é importante que sejam regulares, devido sua finalidade de fortalecer vínculos familiares, incentivar a socialização e a convivência comunitária.

 

OBJETIVO

O serviço tem como objetivo fortalecer as relações familiares e comunitárias, além de promover a integração e a troca de experiências entre os participantes, valorizando o sentido de vida coletiva. O SCFV possui um caráter preventivo, pautado na defesa e afirmação de direitos e no desenvolvimento de capacidades dos usuários.

 

EXECUÇÃO DO SERVIÇO

O planejamento das atividades deve observar os três eixos orientadores do SCFV, a saber: Convivência social; Direito de ser; e Participação social. A partir desses eixos, nos encontros dos grupos, podem ser realizadas atividades de esporte, lazer, arte e cultura, estudos, reflexões, debates, experimentações, visitas a equipamentos institucionais públicos ou privados do território (ou fora dele) e ações na comunidade.

No planejamento das ações para os grupos, é indispensável contar com a participação dos próprios usuários, pois são eles os principais sujeitos da intervenção social proposta neste serviço. É importante considerar que, à medida que os profissionais que atuam no serviço conhecem e fortalecem vínculos com os usuários, adquirem maiores condições de propor atividades das quais os usuários participem efetivamente.

A formação dos grupos deve respeitar as necessidades dos participantes, levando em consideração as especificidades do seu ciclo de vida. Dessa maneira, no serviço podem ser organizados grupos de crianças, de adolescentes, de jovens, de adultos e de pessoas idosas, a depender da demanda do município ou Distrito Federal (DF).

Deve-se assegurar espaços de convívio familiar e comunitário e o desenvolvimento de relações de afetividade e sociabilidade; valorizar a cultura de famílias e comunidades locais pelo resgate de suas culturas e a promoção de vivências lúdicas; desenvolver o sentimento de pertença e de identidade; promover a socialização e convivência.

A orientação é que os grupos tenham no máximo 30 usuários sob a condução do orientador social, que é o profissional responsável pela mediação dos grupos do serviço. Porque entende-se que grupos com quantidade maior do que a orientada terão dificuldades para alcançar os objetivos do serviço e deixam de contemplar as características dessa oferta.

As atividades realizadas são artísticas, culturais, de lazer e esportivas, dentre outras, de acordo com a idade dos usuários. A intervenção é planejada que cria situações desafiadoras, estimula e orienta os usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais, coletivas e familiares. É essencial que as atividades desenvolvidas nesses encontros sejam planejadas e considerem os eixos norteadores do serviço – convivência social, direito de ser e participação -, a fim de que efetivamente criem situações desafiadoras para os usuários e os estimulem, bem como os orientem, a construir e reconstruir as suas histórias e vivências individuais e coletivas

Os encontros do SCFV são situações de convivência para diálogos e fazeres que constituem algumas dessas alternativas. Nessa direção, esses encontros são um espaço para promover:

  • processos de valorização/reconhecimento:estratégia que considera as questões e os problemas do outro como procedentes e legítimos;
  • escuta: estratégia que cria ambiência – segurança, interesse, etc. – para que os usuários relatem ou partilhem suas experiências;
  • produção coletiva: estratégia que estimula a construção de relações horizontais – de igualdade -, a realização compartilhada, a colaboração;
  • exercício de escolhas: estratégia que fomenta a responsabilidade e a reflexão sobre as motivações e interesses envolvidos no ato de escolher;
  • tomada de decisão sobre a própria vida e de seu grupo:estratégia que desenvolve a capacidade de responsabilizar-se, de negociar, de compor, de rever e de assumir uma escolha;
  • diálogo para  a  resolução  de  conflitos  e  divergências: estratégia que favorece o aprendizado e o exercício de um conjunto de habilidades e capacidades de compartilhamento e engajamento nos processos resolutivos ou restaurativos;
  • reconhecimento de limites e possibilidades das situações vividas: estratégia que objetiva analisar as situações vividas e explorar variações de escolha, de interesse , de conduta, de atitude, de entendimento do outro;
  • experiências de escolha e decisão coletivas: estratégia que cria e induz atitudes mais cooperativas a partir da análise da situação, explicitação de desejos, medos e interesses; negociação, composição, revisão de posicionamentos e capacidade de adiar realizações individuais;
  • aprendizado e ensino de forma igualitária:estratégia que permite construir, nas relações, lugares de autoridade para determinadas questões, desconstruindo a perspectiva de autoridade por hierarquias previamente definidas;
  • reconhecimento e nomeação das emoções nas situações vividas: estratégia que permite aprender e ter domínio sobre os sentimentos e afetações, de modo a enfrentar situações que disparam sentimentos intensos e negativos em indivíduos ou grupos;
  • reconhecimento e admiração da diferença:estratégia que permite exercitar situações protegidas em que as desigualdades e diversidades podem ser analisadas e problematizadas, permitindo que características, condições e escolhas sejam tomados em sua raiz de diferença e não a partir de um juízo de valor hegemônico.

 

OFICINAS NO SCFV

A oficina é uma estratégia para potencializar e qualificar as ações dos grupos do SCFV. Trata-se de um subterfúgio para promover a convivência, as conversações e os fazeres por meio dos quais os vínculos entre os usuários e entre estes e os profissionais são construídos. Estas atividades NÃO caracteriza a oferta do SCFV.

 

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RESPONSÁVEIS PELO SCFV

 

Técnico de Referência do CRAS com atuação no SCFV

Perfil: Profissional de nível superior que integra a equipe do CRAS para ser referência aos grupos do SCFV. Além do acompanhamento da execução do serviço, por meio de participação nas atividades de planejamento e assessoria ao orientador social, cabe a este profissional assegurar, na prestação do SCFV, a aplicação do princípio da matricialidade sociofamiliar que orienta as ações de proteção social básica da assistência social

Atribuições: Entre as atribuições do técnico de referência, estão:

  • conhecer as situações de vulnerabilidade social e de risco das famílias beneficiárias de transferência de renda (BPC, PBF e outras) e as potencialidades do território de abrangência do CRAS;
  • acolher os usuários e ofertar informações sobre o serviço;
  • realizar atendimento particularizado e visitas domiciliares a famílias referenciadas ao CRAS;
  • desenvolver atividades coletivas e comunitárias no território;
  • encaminhar usuários ao SCFV;
  • participar da definição dos critérios de inserção dos usuários no serviço;
  • assessorar as unidades que desenvolvem o SCFV no território;
  • assessorar o(s) orientador(es) social(ais) do SCFV;
  • acompanhar o desenvolvimento dos grupos existentes nas unidades ofertantes do serviço,
  • acessando relatórios, participando em reuniões de planejamento, avaliação, etc.;
  • manter registro do planejamento do SCFV no CRAS;
  • avaliar, com as famílias, os resultados e impactos do SCFV.
  • garantir que as informações sobre a oferta do SCFV estejam sempre atualizadas no SISC e utilizá-las como subsídios para a organização e planejamento do serviço.

 

Orientador social ou educador social (SCFV)

Perfil: Função exercida por profissional com, no mínimo, nível médio de escolaridade, conforme dispõe a Resolução CNAS nº 09/2014. O orientador social tem atuação constante junto ao(s) grupo(s) do SCFV e é responsável pela criação de um ambiente de convivência participativo e democrático.

Atribuições: Destacam-se as seguintes atribuições desse profissional:

  • organizar, facilitar  oficinas  e  desenvolver atividades coletivas nas unidades e/ou na comunidade;
  • acompanhar, orientar e monitorar os usuários na execução das atividades;
  • apoiar na organização de eventos artísticos, lúdicos e culturais nas unidades e/ou na comunidade;
  • participar das reuniões de equipe para o planejamento das atividades, avaliação de processos, fluxos de trabalho e resultado;
  • Acompanhar e registrar a assiduidade dos usuários por meio de instrumentais específicos, como listas de frequência, atas, sistemas eletrônicos próprios, etc.

 

Referencia Bibliográfica:

 

CADERNO DE ORIENTAÇÕES Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos Articulação necessária na Proteção Social Básica; Brasília, 2015.

PERGUNTAS E RESPOSTAS Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMBATE À FOME Secretaria Nacional de Assistência Social.

http://mds.gov.br/assistencia-social-suas/servicos-e-programas/servicos-de-convivencia-e-fortalecimento-de-vinculos

http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/assistencia_social/arquivos/Protecao_Basica/smads-concepconviv.pdf

 


 

Dicas para passeio ao SCFV

 

Dicas de atividades para o SCFV

 

Download: SUAS

CNAS e CNCD/LGBT nº 01/2018 “Estabelece parâmetros para a qualificação do atendimento socioassistencial da população LGBT no Sistema Único da Assistência Social – SUAS”


Nota Técnica n.º 02/ 2016 / SNAS/ MDS: Sobre a relação entre o Sistema Único de Assistência Social – SUAS e os órgãos do Sistema de Justiça

 

 


 

 

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