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Equipe Quallity Psi

profissional 750x375 - A Psicologia e seu campo de atuação profissional

A Psicologia e seu campo de atuação profissional

A psicologia possui vários campos de atuação, e hoje elucidaremos sobre esse assunto, à medida que compreenderemos sobre cada área em que um psicólogo poderá atuar, podemos nos identificar com cada campo de atuação, pois temos inúmeras opções. Convido a todos para mergulhar conosco nesse vasto universo.

Podemos trabalhar nas diversas áreas de atuação existentes da psicologia. Contudo, cada área de atuação do psicólogo possui sua especificidade, de acordo com o local, ou seja, existe uma descrição de atividades específica para o profissional que trabalha em uma escola, ou em uma empresa, ou no consultório clínico, ou na assistência social, etc. Faz-se necessário ressaltar que a Formação de Psicólogo nas Entidades de Ensino Superior garante a atuação em qualquer área da psicologia.

O psicólogo desempenha suas funções e tarefas profissionais individualmente e em equipes multiprofissionais, em instituições privadas ou públicas, em organizações sociais formais ou informais, atuando em: hospitais, ambulatórios, centros e postos de saúde, consultórios, creches, escolas, associações comunitárias, empresas, sindicatos, fundações, varas da criança e do adolescente, varas de família, sistema penitenciário e associações profissionais. Vamos checar a seguir algumas funções desempenhadas para cada área:

Psicologia Educacional: Atua no âmbito da educação formal realizando pesquisas, diagnóstico e intervenção preventiva ou corretiva em grupo e individualmente. Envolve, em sua análise e intervenção, todos os segmentos do sistema educacional que participam do processo de ensino- aprendizagem. Nessa tarefa, considera as características do corpo docente, do currículo, das normas da instituição, do material didático, do corpo discente e demais elementos do sistema. No âmbito administrativo, contribui na análise e intervenção no clima educacional; etc.

Psicologia Organizacional: Atua em atividades relacionadas a análise e desenvolvimento organizacional, ação humana nas organizações, desenvolvimento de equipes, consultoria organizacional, seleção, acompanhamento e desenvolvimento de pessoal, estudo e planejamento de condições de trabalho, estudo e intervenção dirigidos à saúde do trabalhador; etc.

Psicologia de Trânsito: Colabora na elaboração e implantação de ações de engenharia e operação de tráfego; desenvolve ações socioeducativas; realiza avaliação psicológica em condutores e candidatos à carteira de habilitação; participa de equipes multiprofissionais no planejamento e realização das políticas de segurança para o trânsito; analisa os acidentes de trânsito, considerando os diferentes fatores envolvidos para sugerir formas de evitar e/ou atenuar as suas incidências; elabora laudos, pareceres psicológicos, relatórios técnicos e científicos; etc.

Psicologia Jurídica: Atua no âmbito da Justiça, colaborando no planejamento e execução de políticas de cidadania, direitos humanos e prevenção da violência, centrando sua atuação na orientação do dado psicológico repassado não só para os juristas como também aos indivíduos que carecem de tal intervenção, para possibilitar a avaliação das características de personalidade e fornecer subsídios ao processo judicial, além de contribuir para a formulação, revisão e interpretação das leis, etc.

Psicologia do Esporte: A atuação do psicólogo do esporte está voltada tanto para o esporte de alto rendimento, ajudando atletas, técnicos e comissões técnicas a fazerem uso de princípios psicológicos para alcançar um nível ótimo de saúde mental, maximizar rendimento e otimizar a performance; etc.

Psicologia Clínica: Atua na área específica da saúde, em diferentes contextos e linhas de atuações; através de intervenções que visam reduzir o sofrimento do homem, levando em conta a complexidade do humano e sua subjetividade; etc.

Psicologia Hospitalar: Atua em instituições de saúde, participando da prestação de serviços de nível secundário ou terciário da atenção à saúde. Atua também em instituições de ensino superior e/ou centros de estudo e de pesquisa, visando o aperfeiçoamento ou a especialização de profissionais em sua área de competência; etc.

Psicopedagogia: Atua na investigação e intervenção nos processos de aprendizagem de habilidades e conteúdos acadêmicos. Busca a compreensão dos processos cognitivos, emocionais e motivacionais, integrados e contextualizados na dimensão social e cultural onde ocorrem. Trabalha para articular o significado dos conteúdos veiculados no processo de ensino, com o sujeito que aprende na sua singularidade e na sua inserção no mundo cultural e social concreto; etc.

Psicomotricidade: Atua nas áreas de Educação, Reeducação e Terapia Psicomotora, utilizando-se de recursos para o desenvolvimento, prevenção e reabilitação do ser humano. Participa de planejamento, elaboração, programação, implementação, direção, coordenação, análise, organização, supervisão, avaliação de atividades clínicas e parecer psicomotor em clínicas de reabilitação, nos serviços de assistência escolar, escolas especiais, hospitais associações e cooperativas; presta auditoria, consultoria, assessoria; dá assistência e tratamento especializado, visando a preparação para atividades esportivas, escolares e clínicas; etc.

Psicologia Social: Atua fundamentado na compreensão da dimensão subjetiva dos fenômenos sociais e coletivos, sob diferentes enfoques teóricos e metodológicos, com o objetivo de problematizar e propor ações no âmbito social. O psicólogo, nesse campo, desenvolve atividades em diferentes espaços institucionais e comunitários, no âmbito da Saúde, Educação, trabalho, lazer, meio ambiente, comunicação social, justiça, segurança e assistência social; etc.

Neuropsicológia: Atua no diagnóstico, no acompanhamento, no tratamento e na pesquisa da cognição, das emoções, da personalidade e do comportamento sob o enfoque da relação entre estes aspectos e o funcionamento cerebral. Utiliza-se para isso de conhecimentos teóricos angariados pelas neurociências e pela prática clínica, com metodologia estabelecida experimental ou clinicamente; etc.

Vemos que são inúmeras áreas que podemos nos identificar e aplicarmos nosso conhecimento teórico e técnico, com o objetivo de identificar e intervir nos fatores determinantes das ações e dos sujeitos, em sua história pessoal, familiar e social, vinculando-as também a condições políticas, históricas e culturais. Atuar no âmbito da educação, saúde, lazer, trabalho, segurança, justiça, comunidades e comunicação. Com o objetivo de promover, o respeito à dignidade e integridade do ser humano, promovendo uma maior qualidade de vida aos que procuram pelos nossos serviços.

 

REFERÊNCIAS

Resolução nº 13/2007. Institui a Consolidação das Resoluções relativas ao Título Profissional de Especialista em Psicologia e dispõe sobre normas e procedimentos para seu registro. 2007. Acessado no dia: 08/06/2018. Disponível em: <crp09.org.br/portal/orientacao-e-fiscalizacao/orientacao-por-temas/areas-de-atuacao-do-a-psicologo-a>

Atuação psicológica. Carvalho, Ana Maria. Brasília, DF. 1984. Acessado no dia: 08/06/2018. Disponível em: <scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98931989000100003>

Atribuições Profissionais do Psicólogo no Brasil Contribuição do CFP ao Ministério do Trabalho. 1992. Acessado no dia: 08/06/2018. Disponível em: <https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2008/08/atr_prof_psicologo.pdf>

 

 


Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.

 

Mini Curso Jogos Corporativos e Dinâmicas de Grupo - Mini Curso:  Jogos Corporativos e Dinâmicas de Grupo

Mini Curso: Jogos Corporativos e Dinâmicas de Grupo

Olá pessoal,

A Quallity Psi está organizando um mini curso a ser ministrado no sábado no período da manha sobre técnicas de grupo e jogos corporativos. Temos como objetivo fazer com que os participantes possam vivenciar algumas técnicas e jogos que possam ajudar em situações do dia-a-dia de uma companhia e que possam ajudar ao aplicam dinâmicas e jogos empresariais. 

 

Local: Serra (Presencial ou Online)

Objetivos Gerais: 

  • Proporcionar o conhecimento prático das técnicas de grupo e dos jogos corporativos;
  • Orientar os participantes para a escolha, adaptação e aplicação dos jogos empresariais e dinâmicas de grupo.

Conteúdo Programático: 

I – Jogos Empresariais: Tipos de Jogos Empresariais;  Jogos Empresariais aplicáveis à Seleção; Jogos Empresariais aplicáveis a Treinamento e Desenvolvimento e outros;

II – Dinâmicas de Grupo: Dinâmicas de Integração, Dinâmicas de Harmonização, Dinâmicas Vitalizadoras e outros; 

III – Prática 

Informações: (27) 9 9257 2161

Investimento: R$ 50,00

 

INSCRIÇÃO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A busca pelo conhecimento é um grande passo para quebrar tabus e preconceitos 750x375 - Entenda o Transtorno do Espectro Autista

Entenda o Transtorno do Espectro Autista

Há um crescente interesse e necessidade em compreender os transtornos que nos cercam, e hoje iremos abordar um deles: O Transtorno Espectro Autista. É imprescindível que tenhamos intimidade com as diretrizes que abordam a temática, para contribuirmos com a educação direta ou indireta de nossas crianças, como família ou sociedade, pois todos somos componentes desse universo social, que atua de forma vívida no cotidiano das nossas crianças. Neste artigo, pretendemos de forma geral e imparcial; esclarecer o que á o TEA, bem como seu diagnóstico e as formas de intervenções existentes.

O transtorno do espectro autista (TEA) é um distúrbio do desenvolvimento neurológico, caracterizado pelo comprometimento das habilidades sóciais, de comunicação e comportamentais; nos quais podem aparecer de formas e intensidades variadas. Pode surgir antes, durante ou logo após o nascimento; as diferenças podem existir desde o nascimento e serem óbvias; ou podem ser mais sutis e tornarem-se mais visíveis ao longo do desenvolvimento. Pode ser associado com deficiência intelectual, dificuldades de coordenação motora e atenção; podendo ocorrer problemas de saúde física, como distúrbios do sono e gastrointestinais; e podem apresentar síndrome de déficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia.

Na adolescência podem desenvolver ansiedade e depressão. Algumas pessoas podem ter dificuldades de aprendizagem em diversos estágios da vida, desde estudar na escola, até aprender atividades da vida diária. Algumas poderão levar uma vida relativamente “normal”, enquanto outras poderão precisar de apoio especializado ao longo de toda a vida.

Possuem formas de sensibilidade sensoriais mais aguçadas. Podem não sentir dor ou temperaturas extremas. Agitar as mãos para criar sensação, ajudar com o balanço e postura; para lidar com o stress ou ainda, para demonstrar alegria. Sensibilidade sensorial pode dificultar o conhecimento adequado de seu próprio corpo. Consciência corporal é a forma como o corpo se comunica. Um bom desenvolvimento do esquema corporal pressupõe uma boa evolução da motricidade, das percepções espaciais e temporais, e da afetividade.

Destacam-se em habilidades visuais, música, arte e matemática. Aproximadamente 65% têm algum nível de deficiência intelectual. Os indivíduos com autismo leve, apresentam faixa normal de inteligência. E cerca de 10% têm excelentes habilidades intelectuais para a sua idade.

A partir do último Manual de Saúde Mental, o Autismo e todos os distúrbios, incluindo o transtorno autista, transtorno desintegrativo da infância, transtorno generalizado do desenvolvimento não-especificado e Síndrome de Asperger, fundiram-se em um único diagnóstico: Transtornos do Espectro Autista – TEA. No Qual, afeta 1% da população, sendo a maioria homens. Acredita-se que fatores ambientais, como infecções ou uso de determinados medicamentos durante a gestação, tenham papel em seu desenvolvimento, estima-se que seja hereditário em cerca de 50% a 90% dos casos.

O diagnóstico durante os anos pré-escolares é muito raro, isso se deve à falta de conhecimento sobre o desenvolvimento normal de uma criança, em particular, na área da comunicação não-verbal. As preocupações dos pais e dos profissionais recaem mais no atraso da fala da criança do que no comportamento. Atrasos no diagnóstico atrapalham o desenvolvimento de estratégias de comunicação efetivas, em um estágio precoce auxiliam a prevenir o comportamento diruptivo.

As crianças já começam a demonstrar sinais nos primeiros meses de vida: elas não mantêm contato visual efetivo e não olham quando você chama. A partir dos 12 meses, elas também não apontam com o dedinho. No primeiro ano de vida, demonstram mais interesse nos objetos do que nas pessoas.

O diagnóstico do autismo é clínico, feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os pais ou responsáveis. Os sintomas costumam estar presentes antes dos 3 anos de idade, sendo possível fazer o diagnóstico por volta dos 18 meses de idade. O diagnóstico preciso não é uma tarefa fácil, pode haver problemas para distinguir crianças autistas de não-verbais com déficits de aprendizado ou prejuízo da linguagem. No entanto, aos 3 anos, as crianças tendem a preencher os critérios. Atualmente, existem vários instrumentos que podem ser utilizados em crianças em diferentes estágios da vida, tais como: Checklist for Autism in Toddlers (CHAT); Pervasive Developmental Disorders Screening Test (PDDST); Screening Tool for Autism in two year old, Checklist for Autism in Toddlers-23 (CHAT-23) e Modified Checklist for Autism in Toddlers (M-CHAT).

O TEA possui 3 níveis diferentes de intensidade:

Nível 1 – Exige acompanhamento: Dificuldade para iniciar interações sociais, podem aparentar pouco interesse. Dificuldade em trocar de atividade. Problemas para organização e planejamento são obstáculos à independência.

Nível 2 – Exige acompanhamento moderado: Déficits graves nas habilidades de comunicação social verbal e não verbal. Inflexibilidade do comportamento, dificuldade de lidar coma mudança, comportamentos restritos/repetitivos aparecem com frequência. Sofrimento/dificuldade para mudar o foco ou as ações

Nível 3 – Exige acompanhamento intenso: Déficits graves nas habilidades de comunicação social verbal e não verbal causam prejuízos graves de funcionamento, limitação em iniciar interações sociais e resposta mínima a aberturas sociais que partem de outros. Inflexibilidade de comportamento, extrema dificuldade em lidar com a mudança ou outros comportamentos restritos/repetitivos interferem acentuadamente no funcionamento em todas as esferas. Grande sofrimento/dificuldade para mudar o foco ou as ações.

Sobre os tratamentos farmacológicos, encontra-se em alta a 10 anos no mercado, os antipsicóticos atípicos (AAPs) são um grupo de fármacos originalmente desenvolvidos para tratar psicose. Os medicamentos nesse grupo incluem a clozapina, a risperidona, a olanzapina, a quetiapina, a ziprazidona e o aripiprazol. Os sintomas-alvo incluem agressão, automutilação, destruição de propriedade ou crise de ira. Oferecem vantagens particulares, possuem menor risco de induzir efeitos colaterais neurológicos de curto prazo, como Parkinsonismo, e talvez discinesia tardia no longo prazo. Além disso melhoram os sintomas “negativos” da esquizofrenia.

Na intervenção multidisciplinar, o planejamento do tratamento deve ser estruturado de acordo com as etapas de vida do paciente. Com crianças, a prioridade deveria ser terapia da fala, interação social/linguagem, educação especial e suporte familiar. Com adolescentes, os alvos seriam os grupos de habilidades sociais, terapia ocupacional e sexualidade. Com adultos, questões como moradia e tutela, e que, infelizmente, além de quase inexistentes, não possuem estrutura ou quantidade adequada para a demanda, gerando preocupação nos familiares, sociedade e membros da área da saúde.

Há uma variedade de serviços disponíveis, desde aqueles com abordagens individuais, até aqueles compostos por clínicas multidisciplinares. A eficácia do tratamento depende da experiência e conhecimento dos profissionais; e da habilidade de trabalhar em equipe e com a família.

Existe quatro alvos básicos de qualquer tratamento: 1) estimular o desenvolvimento social e comunicativo; 2) aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas; 3) diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às oportunidades de experiências do cotidiano; e 4) ajudar as famílias a lidarem com o autismo.

Crianças com grande déficit em sua habilidade de comunicação verbal podem requerer alguma forma de comunicação alternativa. A escolha apropriada do sistema depende das habilidades da criança e do grau de comprometimento. Sistemas de sinais e figuras que estimulam habilidades cognitivas, linguísticas ou de memória. Em geral, o foco está em ativar encorajar a interação.

A respeito da necessidade da frequência do aluno em escola especial ou não, ainda deve ser tratada de forma individual, focando nas necessidades e potencialidades da criança. Alguns estudos sugerem que, com educação apropriada, as crianças são mais capazes de utilizar as habilidades intelectuais que possuem. Há evidência de que prover educação formal de forma precoce, a partir dos 2 aos 4 anos, aliada à integração de todos os profissionais envolvidos, é a abordagem terapêutica mais efetiva.

A respeito dos comportamentos desafiadores (comportamentos agressivos, autodestrutivos), alguns estudos demonstraram que possuem funções comunicativas sociais importantes, que são: indicar a necessidade de auxílio ou atenção; escapar de situações ou atividades que causam sofrimento; obter objetos desejados; protestar contra eventos/atividades não-desejados; obter estimulação.

Há abordagens que podem auxiliar a reduzir esses comportamentos ensinando a criança a utilizar meios alternativos de comunicação. É importante que a modificação seja feita gradualmente, sendo a redução da ansiedade e do sofrimento o objetivo principal.

Parece que o treinamento de habilidades sociais é mais eficaz quando realizado em uma situação específica, pois cada situação exige uma resposta social diferente. O resultado das intervenções em grupos de habilidades sociais tende a ter efeito mais limitado, devido às dificuldades da criança em generalizar as habilidades adquiridas.

Há evidência de que o autismo impacta na família, e a sobrecarga está afetando principalmente as mães. Elas estão apresentando estresse maior do que os pais, bem como, depressão, insônia e ansiedade. O fornecimento de suporte aos pais é crucial, pois as doenças parentais podem afetar a criança. Essas doenças podem estar relacionadas à incerteza do diagnóstico, tratamento e prognóstico; transições evolutivas; dificuldades prévias; maiores jornadas de trabalho; e ambiguidade intrafamiliar e social.

Os profissionais que trabalham com as famílias podem auxiliá-las a avaliar os fatores emocionais e os recursos para solucionar problemas. As famílias podem ser ajudadas a serem mais resilientes, variam quanto ao tipo de suporte e informação de que necessitam. É importante reconhecerem a frustração, a raiva e a ambivalência de seus sentimentos como um processo normal; ensinar técnicas de manejo com a criança e prover informações; e principalmente aconselhar os pais sobre as vantagens e desvantagens relativas a diferentes tratamentos.

Concluímos que a partir do direcionamento correto, com o aparato e suporte de profissionais podemos atuar para tornar nosso espaço comum em um lugar feliz e inclusivo; começado pela compreensão, compaixão e paciência, e que seja recíproco. A busca pelo conhecimento é um grande passo para quebrar tabus e preconceitos, nos quais se sustentam pela desinformação. A escolha do tratamento adequado é uma escolha intima de cada família, de acordo no que acreditam e as informações que buscam, é sempre importante ouvir mais de uma opinião. Sabemos que, se tratando do poder público, poderá haver lacunas a serem preenchidas, e poderá faltar esclarecimento para as famílias em risco social e tratamento suficiente para os pacientes.

 

Referências

Autor desconhecido. O que é Autismo ou Transtorno do Espectro Autista. 2010. Disponível em: <autismo.institutopensi.org.br/informe-se/sobre-o-autismo/o-que-e-autismo/>

Oliveira G. K. e Setié L. A. Transtornos do espectro autista: um guia atualizado para aconselhamento genético. 2017. Disponível em: <scielo.br/pdf/eins/v15n2/pt_1679-4508-eins-15-02-0233.pdf>

N. Roumen, J. Jacob e S. Lawrence. Revista Brasileira de Psiquiatria. Autismo: tratamentos psicofarmacológicos e áreas de interesse para desenvolvimentos futuros. 2006. Disponível em: <scielo.br/pdf/rbp/v28s1/a06v28s1.pdf>

B. A. Cleonice. Revista Brasileira de Psiquiatria. Autismo: intervenções psicoeducacionais. 2006. Disponível em: <scielo.br/pdf/rbp/v28s1/a07v28s1.pdf> Autor Desconhecido. Diagnóstico do Autismo. 2010. Disponível em: <autismo.institutopensi.org.br/informe-se/sobre-o-autismo/diagnosticos-do-autismo>

N. C. I. Maria. Revista técnica Aristides Volpato Cordiolo, 5ª edição, Porto Alegre, RS. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM 5. 2014. Disponível em: <ama.org.br/site/diagnostico.html>

 

 


Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.