Documentário Três Estranhos Idênticos e as questões éticas em pesquisa com humanos

 

O documentário “Three Identical Strangers” de 2018, premiado no Festival de Sundance 2018, estreou na Netflix quem puder assistir recomendo. Inicialmente aparenta uma historia de sincronicidade que irá reunir os irmão separados pelo destino, mas a verdade é escondida por organizações de pesquisa e adoção dos próprios trigêmeos. Não vou dar spoiler sobre como aconteceu o (re)encontro dos irmãos, mas falarei sobre o final, caso não tenha assistido e não goste de spoiler, não leia antes de assistir.

Em um momento no documentário os irmãos e suas famílias foram na agência de adoção Louise Wise, onde realizaram o processo de adoção e questionaram do porque separaram eles, inicialmente a justificativa foi que seria extremamente difícil conseguir uma família que adotasse os três juntos. Mesmo contestando a instituição não obtiveram muito avanços, então tentaram algo via judicial; porém, como a agência era referência em adoção, ninguém quis abraçar a causa por não conseguir adotar ou devido a influência das pessoas relacionadas a Louise Wise.

Descobriram que a Louise Wise separou “Eddy, David e Robert” e outros gêmeos da instituição quando recém-nascido devido uma pesquisa desenvolvida pelo Child Development Center. Os gêmeos deste local eram separados, indicados para famílias diferente (socialmente, financeiramente e comportamental) e que tinham irmãos mais velhos. No caso dos trigêmeos, todos eles tinham uma irmã adotada mais velha, não se sabe o foco principal da pesquisa (que nunca foi publicada até o momento), mas podemos deduzir que um dos foco era no como a criação de cada família irá influenciar nas crianças.

David e Robert relatam de experimentos que faziam quando crianças, mas eles e nem seus pais desconfiaram que eles participavam de um experimento. No documentário entrevistam duas pessoas que participaram da pesquisa, e eles afirmam que existem gêmeos que não sabem que são e podem morrer sem saber que são, a pesquisa é/foi mantida em sigilo para preservar a eficácia dos resultados.

A agencia de adoção mais tarde se fundiu à organização Jewish Board, a pesquisa do Child Development Center foi conduzida pelo psiquiatra Peter Neubaue que deixou os detalhes da pesquisa arquivados restrito até 2065 na Universidade de Yale. Neubaue foi um psicanalista e psiquiatra infantil austríaco morreu em Nova York aos 94 anos sem revelar nada sobre o experimento, colaborou com Anna Freud em estudos.

Outros lugares que pode saber mais sobre o tema:

Documentário: The Twinning Reaction (20217)

Livro: Identical Strangers: A Memoir of Twins Separated and Reunited escrito pelas gêmeas idênticas Elyse Schein e Paula Bernstein (em inglês).

 

Levantando a questão da ética na pesquisa no documentário, os pesquisadores não obtiveram o consentimento dos  participantes, eles não estavam nem sabendo que havia uma pesquisa. Conforme vamos assistindo aos relatos, percebemos a grande questões de falta de ética na pesquisa. Enquanto assistia, era impossível não lembrar da  Segunda Guerra Mundial e as pesquisas que o Nazismo realizaram, e foi este fato que levantou a necessidade de normas éticas para a realização de pesquisas com seres humanos. É importante lembrar que nesta época não tínhamos essas normas tão consolidadas como hoje, “No Brasil, a Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde estabelece os fundamentos éticos e científicos para este tipo de pesquisa”(4).

Construir a harmonia entre a necessidade de avanços cientifico e o respeito à dignidade humana, assim como os direitos humanos, não é fácil. Neste período de pandemia passamos por isso devido a necessidade de testes em humanos para as vacinas, repercutiu um medico francês sugeriu testar vacinas na África (Reportagem).

Uma pesquisa necessita promover ao participante liberdade e esclarecimento sobre os prós e contra da pesquisa, a fim de “ponderar entre riscos e benefícios” (4).  Ainda em 2021 necessitamos de fiscalização sobre as pesquisas que ocorrem para que não retrocedemos nestas conquistas.

 

Fonte:

  1. Netflix
  2. https://www.bbc.com/portuguese/geral-44860932
  3. https://cultura.minha.com.br/2021/07/documentario-sobre-trigemeos-que-se-reencontraram-por-acaso-estreia-na-netflix/
  4. https://portal.fiocruz.br/etica-em-pesquisa
  5. https://portal.fiocruz.br/envolvendo-seres-humanos

 

 

Abraços

Tamires Mascarenhas

https://tamirespsi.wordpress.com/

 

Recursos Humanos: Afastamento por Covid19

      A mais de um ano, convivemos com a Covid-19, que por inúmeros motivos, permanece assustando e contaminando a população através de sua forma original e de suas variantes virais.

      Por conta disso, refere-se a uma doença de fácil contágio, que preocupa gestores do setor de recursos humanos, bem como inúmeras empresas e seus administradores, por se tratar, principalmente, de uma doença ocupacional. Para melhor compreendermos, a doença ocupacional corrobora para, neste caso, transmissão, contaminação e reinfecção, nas dependências laborais; por isso, hoje, gera uma grande aflição para esses gestores.

      O Brasil têm mostrado atividades intensas com o Corona Vírus, por isso, falaremos a respeito do cenário empresarial diante da pandemia, para compreendermos os procedimentos de afastamento por contágio nas organizações.

      O contágio pode ocorrer em muitos cenários da vida do indivíduo, ou seja, na empresa, em casa, no transporte público, no supermercado, etc. Mesmo diante das atividades essenciais, o risco de contágio é real. Hoje, é quase impossível definir, de fato, onde o contágio ocorreu. O que pode-se fazer, é a tentativa de impedir o alastramento nas organizações e na sociedade; além do afastamento por saúde, que é um direito do colaborador.

      A questão do afastamento laboral, causado pelo contágio do vírus, é recorrente em muitas empresas. É importante que o profissional responsável pelos colaboradores, acolha a demanda e oriente de acordo com as normas de afastamento.

      Através da Lei 13.979/2020, regulamentada pela Portaria 35/2020 do Ministério da Saúde; o afastamento pode ser de 14 dias e, se comprovada a necessidade, pode-se prorrogar por mais 14 dias.  O atestado deve ser feito por um médico ou por um agente de saúde devidamente autorizado. A empresa pode fazer o afastamento, com possibilidade de benefício de auxílio doença ou se responsabilizar-se.

      A operacionalização da contaminação, junto ao afastamento, ocorre da seguinte maneira: após a desconfiança, o colaborador deve avisar o responsável; encaminhar-se a um posto médico ou hospital para avaliação médica; a necessidade do exame é definido pelo médico, de acordo com o quadro geral do paciente; deve-se aguardar o resultado do exame afastado do trabalho; após a determinação médica do afastamento laboral, comprovado ou não o contágio, o atestado pode ser enviado por foto ou digitalizador via endereço eletrônico, evitando o contato físico. Após a comunicação com o responsável, deve-se aguardar o encaminhamento de afastamento interno ou através do INSS, combinado entre as partes e de acordo com a necessidade.

      Como sabemos, nem sempre os sintomas se apresentam, há muitos indivíduos assintomáticos; mas é importante que, a qualquer desconfiança de contágio, medidas sejam tomadas, para que seja evitado o alastramento da doença. Além disso, é muito importante a continuidade do autocuidado, do respeito as normas de afastamento social, do uso de máscara, higienização das mãos e utensílios de forma regular e correta, indicados pelo ministério da saúde.

 

 

REFERÊNCIAS

Brasil. Ministério da Saúde. Coronavírus Brasil: Painel Covid-19. Disponível em: <https://covid.saude.gov.br/>. Acesso em: 26 de mar. 2021.

Brasil. Ministério da Saúde. Sobre a doença. Disponível em: <https://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca>. Acesso em: 26 de mar. 2021.

PINHEIRO, Chloé; Ruprecht, Theo. Coronavírus: primeiro caso é confirmado no Brasil. Veja Saúde, fev. 2020. Disponível em: <https://saude.abril.com.br/medicina/coronavirus-primeiro-caso-brasil/https://saude.abril.com.br/medicina/coronavirus-primeiro-caso-brasil/#:~:text=O%20primeiro%20caso%20confirmado%20do,expressivo%20de%20casos%20naquele%20pa%C3%ADs.>. Acesso em: 26 de mar. 2021.

SITTONI, M. Martha; BERTOLETTI, Michele. Coronavírus. Disponível em: <http://www.cmtlaw.com.br/site/o-que-fazer-se-meu-empregado-for-contaminado-pelo-coronavirus/>. Acesso em: 26 de mar. 2021.

 

 


Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.

 

 

História das Psicólogas Brasileiras

Não é de hoje que vemos as mulheres se destacando profissionalmente em inúmeras áreas de atuação. E por muitas vezes, pioneiras na história internacional e nacional. De extrema e notória importância na atuação dos campos profissionais da nossa atualidade.

As mulheres estão presentes em vários campos multiprofissionais de atuação em nosso país. Encontramos-nos, principalmente, com maestria, nos meios de atuação da saúde mental, a Psicologia. Seja de forma á desenvolvê-la através de pesquisas, ministrando aulas, atuando no campo da Psicologia clínica, ou mesmo, em inúmeras outras formas de atuação neste vasto campo profissional.

Podemos ver internacionalmente mulheres que compõe a história da fundamentação e raízes inicias da Psicologia: Dorothea Dix (1802 – 1887); Christine Ladd Franklin (1847 – 1930); Emma Sophia Baker (1853 – 1943); Mary Whilton Calkins (1863 – 1930); Leta Hollingworth (1886 – 1939); Anna Berlines (1888 – 1977); Margareth Floy Washburn (1871 – 1939); Ana Freud (1895 – 1982); Inez Beverly Prosser (1895 – 1934); Eleanor Gibson (1910 – 2002) e Mamie Phipps Clark (1917 – 1983)

No Brasil a psicologia teve dois caminhos de entrada: no início do século XX pelos cursos de formação de professores e de pedagogia; alguns anos mais tarde pela “psicologia industrial”, como a maior industrialização dos centros urbanos. Os primeiros cursos de formação específica em psicologia datam da década de 1.950.

Em âmbito nacional, o Brasil e a psicologia receberam grandes contribuições para sua fundamentação local, atuantes com grande importância e reconhecimento, vejamos alguns grandes nomes:

Nise da Silveira (1905 – 1999): Psiquiatra, ela revolucionou a era dos Manicômios no pais, implantou Terapia Ocupacional como forma de tratamento; usou a arte para tratar de problemas graves da saúde mental; introduziu o contato com animais domésticos como tratamento para psicóticos; questionou os manicômios e os revolucionou; teve reconhecimento de Jung e após uma temporada na Suiça, convidada por ele, voltou para o Brasil e em 1958 ela criou o Grupo de Estudos C. G. Jung no Rio de Janeiro. Criou o museu do inconsciente, com as obras de arte dos seus pacientes.

Annita de Castilho e Marcondes Cabral (1911 – 1991): Graduada em Filosofia e Ciências Sociais; criadora da Associação Brasileira de Psicólogos – ABP (1954) e considerada a pioneira da criação e implantação do curso de Psicologia no país (1958)

Madre Cristina Sodré Doria (1916 – 1997): Graduada em Filosofia e Pedagogia; foi uma grande ativista social, sendo perseguida na Ditadura Militar. Implantou projetos sociais. Fundou o Instituto Sedes Sapientiae, que oferece cursos de especialização nas áreas de pedagogia, psicologia e filosofia, mas é principalmente uma instituição aberta para a discussão dos temas ligados à desigualdade social, com a participação ativa de movimentos como os que congregam os sem-terra e os defensores das causas indígenas.

Carolina Martuscelli Bori (1824 – 2004): Pedagoga; divulgou a Psicologia como ciência e fez parte da comissão organizadora de regulamentação da profissão.

Silvia Lane (1933 – 2006): Graduada em Filosofia, pioneira da Psicologia Social, ajudou fundamentar o curso de pós graduação na área (PUC); participou da fundação da Associação Brasileira de Psicologia Social (ABRAPSO) e da Associaçao Latino-americana de Psicologia Social (ALAPSO); possui um vasto conteúdo publicado nacional e internacionalmente.

Outras pioneiras, de grande importância e reconhecimento; com uma vasta atuação nacional em conselhos; associações; regulamentações da profissão; pesquisa e desenvolvimento: Anita Barreto; Helena Antipoff; Noemi Rudolpher da Silveira; Anniela Ginsberg; Mira Y Lopez; Myrian Valtrude Patittuci Neto; Elisa Dias Velloso e Therezinha Lins de Albuquerque; Tânia Maria Guimarães e Souza Monteiro; Virgínia Leone Bicudo; Odette Lourenção Van Kolck; Rosaura Moreira Xavier; Fany Malin Tchaicovski; Geraldina Porto Witter; Maria do Carmo Vieira; Mathilde Neder e Thereza Pontual de Lemos Mettel.

Contudo, após tantas referências citadas, onde encontramos tanto empenho e dedicação para a Psicologia; encontramos no cenário atual, segundo o Conselho Federal de Psicologia (CFP – 2012), mulheres constituindo 90% da categoria, ou seja, 09 a cada 10 profissionais da área são mulheres; onde atuamos principalmente, com 45%, na área de saúde; 12%, na área organizacional e o mesmo percentil para a área Educacional; Assistência social, 10%; Trânsito e Jurídica, 4% para cada categoria; na Clínica e em Projetos Sociais, somos a composição de 3%, para cada área; Direitos humanos, 2%; Comunicação social, Formação, e questões de gênero, com 1% para cada categoria.

Sabemos que em muitas profissões, como na Psicologia, a mulher esteve presente. Com um papel indispensável, seja no passado, presente ou futuro; escrevendo e atuando na extensa composição histórica, mas isso não se restringe apenas às profissões. Somos importantes e indispensáveis para todas as ocasiões que regem vida, seja em: família, na sociedade e nas relações intra e interpessoais; estamos presentes na composição mercadológica e financeira; econômica e cultural do Brasil e do mundo.

Referências

Lhullier, Louise A.; Roslindo, Jéssica J.; Moreira, Raul A. L. C. Uma Profissão de muitas e diferentes mulheres. 2012. Disponível em: <www.site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2013/03/Uma-profissao-de-muitas-e-diferentes-mulheres-resultado-preliminar-da-pesquisa-2012.pdf>. Acessado em 05/03/2018.

Castro, Ana Elisa; Yamamoto, Oswaldo H. A Psicologia como profissão feminina. 1998. Disponível em: <scielo.br/pdf/epsic/v3n1/a11v03n1.pdf>. Acessado em 05/03/2018

Soares, Antonio. A Psicologia no Brasil. 2010. Disponível em: <www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-98932010000500002>. Acessado em 05/03/2018

Campos, Regina Helena de Freitas. História da Psicologia. 2008. Disponível em: <www.books.scielo.org/id/c2248/pdf/freitas-9788599662830.pdf>, Acessado em 05/03/2018

 


Lícia Marchiori Crespo

Graduada em Hotelaria pelo SENAC, Águas de São Pedro/SP. Cursando o 4º Período de Psicologia pela UNIP, Vitória/ES. Atuou como docente de Hotelaria, SENAC/ES, 2014. Desde 2013, atua em consultorias e treinamentos para Meios de Hospedagem e A&B. Trabalha como voluntária e idealizadora de projetos sociais, nacionais e internacionais, desde 2005.

 

Elaborando sua Entrevista de Emprego

 

A entrevista em um processo de seleção para uma vaga de emprego é um dos instrumentos utilizados para avaliação. É importante lembrar que o recrutador ou avaliado está buscando saber se o candidato possui e conseguirá atender as expectativas para a vaga. A pessoa que não consegue a vaga pode ter diferenças comportamentais ou técnicas (ou ambas). É extremamente importante você recrutador/avaliador ser atento aos detalhes. 

A entrevista é fundamental seja online ou presencial. Utilize as outras etapas como apoio para realização da entrevista e faça anotações durante o processo para não confundir ou esquecer os detalhes. Durante sua entrevista busque mesclar perguntas pessoais (relevantes), comportamentais, técnicas e sobre a cultura da empresa. 

Lembre-se sempre que o entrevistado pode ter oscilações pelo nervosismo ou algo particular pode ter acontecido, pergunte isso antes, dependendo do estado da pessoa remarcar entrevista. Busque ser acessível dentro do seu tempo para o processo, outro ponto relevante é dar o feedback aos candidatos de todas as etapas. 

Caso esteja inseguro para fazer a entrevista, treine com pessoas da empresa ou treine sozinho. Não se preocupe entrevista é treinamento e com o tempo você vai aprendendo a ler os detalhes e a fazer as perguntas com mais naturalidade. A entrevista online é um pouco mais difícil para quem está começando, o ambiente virtual deve ser bem estruturado e utilize plataformas já existentes (como Zoom, Google Meet  e outros). Se preocupe com seu ambiente e o ambiente do entrevistado, caso este não tenha ou não consiga fazer online tente outros meios. Verifique sua internet e remarcar dentro do possível caso o candidato não consiga no horário e data marcada. 

Atualmente no Brasil nós temos a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD – Lei nº 13.709 de 2018), ela discorre sobre o tratamento de dados pessoais, inclusive nos meios digitais. O titular dos dados pessoais tem direito a obter do controlador: acesso aos dados mantidos pelo controlador; correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados; anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com o disposto na LGPD; informação com quem o controlador realizou compartilhamento de seus dados; e outros. Por isso, cuidado com os dados dos candidatos. 

 

Fonte: https://www.gov.br/defesa/pt-br/acesso-a-informacao/lei-geral-de-protecao-de-dados-pessoais-lgpd#:~:text=A%20Lei%20Geral%20de%20Prote%C3%A7%C3%A3o,de%20liberdade%20e%20de%20privacidade

 

 

Esse texto é do curso gratuito Como conduzir entrevista de processo de seleção

 

 

Abraços

Tamires Mascarenhas